Espíritos bebem cachaça de verdade?

O governo sabe de tudo e prepara um gigantesco bunker secreto para salvar uma pequena parcela da sociedade da catástrofe que se avizinha.

Um dia, quando for novamente seguro voltar à luz do sol e recomeçar a falsificar carteirinhas de meia-entrada, os sobreviventes repovoarão nossa terra com pessoas que posicionam camas tubulares ao lado de estantes em MDF.

Estude bastante para figurar entre os eleitos ou desenvolva uma habilidade exclusiva imprescindível como, por exemplo, o talento para discernir geeks true de geeks posers, associando este dom à capacidade de absorver lições de vida a partir de um montinho de bosta.

No mais, é importante defender a descriminalização do “Jesto de Amor”, porque colher de “você vai colher o que plantou” é a mesma coisa que “colher de sopa”.

blog_gata_gato

Sun Fly II

Com meu pai espremendo os bolsos em 87 regiões diferentes e explorando 21 áreas desconhecidas da própria carteira, em 1993 consegui poltrona em uma excursão adolescente rumo à Flórida, da qual, resumidamente, saí virgem.

Eu era gordo, palerma, usava boné de time de basquete e a pochete laranja oficial da excursão.

[para você que não come ninguém, faça como eu: abandone o boné.]

E um fato marcante da viagem ocorreu em uma megastore de bugigangas, já em Miami.

Acabava de ser lançado o Sega CD, compra convertida no maior objetivo da minha viagem.

Um dos boyzinhos populares da excursão puxa papo comigo.

- Aí, gordinho, tu não vai comprar um som?

- Er…não, acho quer vou levar só o videogame mesmo…

- Ah, mas tu não curte música?

- C-curto, mas é que eu prefiro levar só o…

- Nah! Tu NÃO curte, admite logo!

[SPLET!]

Tomei o clássico meio tapa na nuca que somente otários conseguem levar, fato que chegou até mesmo a derrubar o meu boné do Boston Celtics.

Tudo porque coloquei a paixão pelo jogo acima do fetiche por um daqueles carrosséis de luzes da AIWA que tocavam 3 CDs.

A humilhação quase me levou a dedurar o play para um dos guias da excursão: ele, o almofadinha, era o ladrão do Terminator.

Eu sabia que ele havia afanado o bonequinho do exterminador de uma das lojas de souvenir da Universal há alguns dias. Ouvi o cara se vangloriar do feito no McDonald’s próximo ao hotel, dizendo que infelizmente teve de jogar o bichinho no vaso e dar descarga porque o vendedor da loja comunicou o furto ao guia, sem denunciar o autor.

Mas a rápida expansão do meu senso de covardia, sempre alerta nesses momentos, fez com que eu engolisse em definitivo a humilhação, à espera do melhor momento para lançar um mortífero xingamento mental ao cara em sua primeira virada de costas.

Deu certo.

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Bombril para machos se rasgando

Três drops de pura divulgação sacana e sem vergonha:

1 – Estreou na Rede Social Interbarney mais um projeto para balançar as candongas e depilar a mulamba das assanhadas: Bombril na Antena, blog dedicado a cobrir o que há de melhor no universo da injustiçada TV aberta. Cometi o primeiro texto do espaço, analisando o querido Vai Dar Namoro. [agradeço saborosamente ao sempre comparsa Leo Lobato por ter gravado o programa e posteriormente me enviado em amigável formato .wmv com míseros cento e tantos mega]

2 – Os irmãos da Se Rasgun divulgaram a escalação oficial da 4ª edição do Festival Se Rasgum. Se você estará em Belém nos dias 13, 14 e 15 de novembro próximos, já sabe para onde se dirigir. Tem Matanza, Nação Zumbi e mais umas 154 paradas legais, vê lá.

3 – E o Helio (que continua blogless) lançou com uns amigos o livro Questionamentos Modernos para Machos Convictos, volume que oferece ao leitor uma série de questionamentos modernos para machos convictos. Se tu curtir a prévia aí embaixo, entra em contato com ele pelo twitter e negocia o teu.

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We’re under attack

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Redescobrindo os prazeres da estratégia em tempo real porque:

- não tem cabimento quem já varou madrugadas extirpando chineses, mongóis, russos e civilizações menos afortunadas, perder preciosos goles do seu tempo fingindo ser mafioso em um orkut de playboy.

- a memória de quem construiu algumas das mais gloriosas megalópoles que a humanidade já testemunhou não pode ser manchada por uma fazendinha virtual cercada de vizinhos que não fazem a mínima ideia de quem é Tommy Vercetti.

Stronghold: Crusader. Ótimo produto da safra 2002: não existe essa da placa de vídeo incompatível com a pandorga do meu cacete, não tem memória RAM metendo-se a besta e a jogabilidade não exige 23 dedos livres.

Mas o principal: os cruzados respeitam os seus serviços anteriores em prol da categoria.

Mantenha segredo: o estilo desse tipo de post é uma tentativa de copiar na maior cara de pau um outro cara .

Especializando

Saca que a nossa estadia por aqui é apenas mais um dos lances curtos que o planeta vê nascer e morrer, né? Em coisa de mil a três mil anos seremos apenas ruínas, talvez nem isso, a depender da qualidade das obras públicas realizadas em solo nacional.

Por isso você não precisa perder o seu tempo investindo em um curso de MBA, o tempo aqui é breve demais para que alguém se dê ao luxo de interpretar o papel de mula no grande teatro dessa indústria chamada picaretagem.

Não é apenas pelo curso, é o estilo todo que a coisa envolve.

Já viu na TV algum desses especialistas que recomendam sexo oral com camisinha ou plástico-filme (na mulher)? Essa é a turma do MBA.

blog_caixa_acdc

Were on the highway to hell, amigões.

(a volta das) Bandas de rock que não deram certo

Franjas Retóricas
Banda que despontou para o anonimato por defender que vocalistas homens deveriam ser chamados de “vocalistos”. Chegou ao fim quando a barba do baterista Hérnio Colostro foi presa, acusada de planejar atentados contra os hábitos de higiene conquistados pela humanidade após a revolução industrial.

Ae Uo Ai, ai
A inovadora proposta da banda era compor e comunicar-se utilizando apenas vogais. Alcançaram grande sucesso com o primeiro disco (Ouié, 1993), mas tudo desmoronou quando surgiu na internet um vídeo do guitarrista Ei e Aí cantando o hino nacional na língua do pê.

Comentário Anônimo
O rock protesto feito pelos caras derrubou o regime do Iraque – garçom bigodudo do bar do Nivaldo – que comeu três brigadeiros após escutar “Antes de criticar, tente fazer melhor”, grande sucesso do grupo. A banda terminou após a sentença que condenou o tecladista Ximbico a esculpir o rosto de Che Guevara com uma pinça em batatas pringles para o resto da vida.

[Série nova continuando uma ideia lá de 2003, feita especialmente para o bar temático que os comparsas Ricardo e Alan inaugurarão em breve. Faço um jabá aqui assim que o estabelecimento abrir as portas.]

blog_mulher_peitos

Sheron & Maicon

Nome bom ou ruim existe, mas essa classificação é inútil.

Ficar famoso.

Única saída para quem tem nome feio escapar da chacota envolvendo a sua identidade.

Aí Selton, Nizan e Beyoncé provando o bagulho.

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Receita Federal flagrada com resultados da mega-sena

O cultivo da ignorância em assuntos domésticos é especialidade que coleciono.

Ainda me flagro abismado ao abrir uma panela após 15 minutos e perceber que o arroz cozinhou.

Também tiro o chapéu para a indústria quando descubro, por exemplo, que existe um produto capaz de limpar um carpete ou que um pano multiuso pode ser lavado e reaproveitado diversas vezes.

Lá atrás, quando decidi em quais direções meu tempo para novos conhecimentos seria investido, as artes domésticas jamais obtiveram posição de destaque porque sempre estive disposto a pagar alguém para fazer o trabalho por mim ou contar com a providência das amizades e amores para dar uma ajudinha aqui e ali.

Por isso não tenho vergonha dessa falta de jeito e, em compensação, domino outros assuntos que por vezes podem ser úteis aos que me cercam (não consigo listá-los agora, mas tenho certeza de que eles existem…certo, eu acho que existem).

Mas o ponto é que nos últimos dias envolvi-me em nova aventura supermercadícia. Dessa vez fui incumbido pela rainha da minha bateria de comprar uma embalagem de azeite de oliva grande.

Jamais havia comprado uma embalagem de azeite de oliva, muito menos das grandes. A única informação que guardo sobre os azeites é que existem os extra-virgens e os que não prestam.

Lembrando apenas da mítica embalagem do Galo e daquele rótulo no qual brilha um cozinheiro feliz, dirigi-me ao centro de compras certo de que minha tarefa seria apenas decidir entre a mais barata de 3 ou 4 marcas diferentes.

O pavor assumiu o posto de rei da cocada preta no meu córtex quando percebi que os azeites espalhavam-se por uma gôndola de meio quarteirão e o número de marcas somava, certamente, mais de duas dezenas.

A variedade azeitoeira só perde em número de rótulos para os vinhos.

Mas agora que a descoberta da semana havia sido feita, qual espécie levar? A questão preocupava, pois em caso de erro na escolha não seria possível garantir a integridade física de todas as partes do meu gordo corpo (a capitã estava de TPM).

Dos 8 aos 80 reais, os preços variavam como as rotas aéreas de periquitas desnorteadas ao som de Alceu Valença.

Após 18 horas de busca, fui na certa, fui no Galo. Quinzão e uns centavos quebrados, não sou Cliente Mais, do contrário pagaria menos centavos. Pouco esperto, sou.

A chuvinha pé no saco continuava do lado de fora. Decidi que eu estava no meu direito de esnobar o metrão, tomei meu táxi.

- Mano, se importa se eu aumentar o som? – Perguntou o chauffeur.

- Não, que isso, fique à vontade.

- É que essa música é da Rihanna, conhece? Eu sou louco por essa mina, nesse clipe ela tá mó gostosa…ó, bem nessa parte do clipe ela aparece com os mó pernão, quando cê chegar em casa vê lá no youtube.

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A ilha da minha jomba

É certo que porcentagem elevada dos chatos que conheço, digamos mais de 90%, gostam de Lost.

O restante ou é muito velho ou ainda novo demais para acompanhar esse tipo de produto.

E por outro lado, você já contou quantas pessoas insuportáveis conhece?

Contabilizei 83. Se você curte Lost, é maior de 12 ou menor de 60 anos, temos aí chances um pouco maiores de você constar dessa relação.

Mas não que isso importe.

blog_astronauta

Sempre de lá.

Cálice

O que determinou o fim da ditadura não foi qualquer contexto político local ou mundial, mas o alastramento da cultura voz & violão pelo Brasil.

Seria impossível um governo, autoritário ou não, manter-se no poder por mais tempo com um contigente tão grande de artistas reproduzindo em sua direção torturas em série como Roda Viva e Pra não Dizer que não Falei das Flores.

De país da América Central a Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Caralho a Quatro, o amigo aí que cultiva desejos presidenciais deve manter em mente que segurar o leme no rumo da democracia garante ao menos que Oswaldos e Montenegros lancem merda em outras direções.

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