Arquivo para Setembro, 2007



Esfarrapadinha

Se você lê sempre este blog, além de ser um desocupado, já percebeu que ando meio sem assunto de uns 15 dias pra cá.

Este post, além de ser uma justificativa, é também um desabafo. Minhas condições computacionais no trabalho têm piorado a cada dia. Além de ter Gmail, MSN, sites de sacanagem e links diversos bloqueados, lido com uma carroça com 128gb de RAM com Windows 98.

Meu Internet Explorer trava a cada 2 minutos, então uso o Firefox, navegador que demora 39 minutos para iniciar aqui nessa joça. Fica difícil arrumar ânimo para enfrentar todo o lento processo de esperar alguma coisa carregar por aqui (reza a lenda que temos bunda larga de 2 mega, mas aposto que é cascata).

Sim, eu poderia postar tudo de casa, onde possuo um pequeno foguete nuclear novinho em folha com 2GB de ram e muitos blá, blá, blás, além da bunda larga de 2 mega exclusiva da minha máquina, mas é que…er…dá uma preguiça danada de fazer isso de lá todo dia e…merda, porque estou contando essas coisas aqui? Esse não é um blog diarinho. Esqueça o que leu até o momento e desculpe.

Filmes vistos esses dias que recomendo fortemente: Hot Fuzz e Shaun Of The Dead. Ambos do mesmo diretor (Edgar Wright) e roteirista (Simon Pegg, também ator principal das duas películas). Hot Fuzz não foi lançado no Brasil nem em DVD, então vá baixar, não tenha dó dessa indústria de merda. Shaun Of The Dead é uma brincadeira com o clássico Dawn Of The Dead, foi lançado aqui, mas o nome escolhido foi tão ruim e infame que me recuso a escrever.

Filmes vistos esses dias que foram parar na privada: A Volta do Todo Poderoso (tinha certeza que era uma droga, assisti porque o ator principal é o Steve Carell, mas ele não fez por merecer o meu tempo), Motoqueiro Fantasma (poderia se chamar também “Como Cagalizar um Herói de Quadrinhos”) e Smokin’ Aces (ei, Guy Ritchie e Steven Soderbergh, chamem esse diretor para uma conversa e enfiem algo no rabo dele, por favor).

Complementando meu calvário informático, ainda agora, o PC que descrevi lá no começo simplesmente queimou. Me arrumaram um Mac que estava sobrando por aqui. Se havia um Mac sobrando, provavelmente não era dos bons, pensei. Mas, pra minha surpresa, ele realmente não é dos bons, é da escória, das profundezas, das entranhas do inferno das porcarias tecnológicas. Se você nerd Apple quiser me bater tudo bem, mas eu odeio Macs! Odeio! Ok, tenho um iPod e gosto muito dele, mas Mac…por que a Apple não passa a fabricar somente iPods? Sério, quem disse que um Mac é legal? Esses teclados são uma bosta (impressionante, nem os de Macbook se salvam), o sistema operacional é cheio de trique-trique fresco, os programas tem sempre alguma frescura para se integrar com o mundo (que usa PC, devo lembrar), enfim, preciso de um computador decente no trampo ou…ok, deixa pa lá. Agradeço sua paciência.

Update: meu antigo PC carroça acaba de retornar do hospital, já estou escrevendo estas linhas a partir dele novamente.

Rápido PS: ei, o post anterior a este foi o de número 300 deste blog. Madness? This is Sparta!!! (rááááá, estou hilário hoje).

Longo PS: já que mencionei essa cena de 300, lembrei também de uma ação de marketing de guerrilha que tentaram empurrar intestino abaixo na época do lançamento do filme. Era algo como “quando Leônidas gritar na tela ‘this is Spartaaa!!!!’, você e seus amigos levantam da poltrona e gritam junto com ele, beleza?”. Cara, quem pensou nisso?

Grandes injustiças do mundo

Publicado originalmente no espasmódico Ressaca Moral em 26/04/2006, iniciando a campanha pela volta da pochete.

A execração da pochete
Prática, confortável, charmosa, dinâmica, multifacetada. São apenas alguns adjetivos que podemos atribuir a uma das mais fantásticas e revolucionárias invenções do século XX, a pochete. O problema é que alguma editora de moda com raiva do ex-namorado que usava pochete, resolveu achincalhar com o objeto a ponto de bani-lo do que é considerado estilisticamente correto. Usar pochete hoje requer coragem e a ciência de que caso deseje fazê-lo, as probabilidades de comer alguém são reduzidas em até 80%, segundo uma pesquisa inglesa.

A impunidade de Mário Gomes
O intérprete do jogador de futebol Luca, da novela Vereda Tropical, foi responsável por um dos maiores atos de terrorismo artístico já protagonizados na América Latina e mesmo assim segue levando uma vida mais normal que a de um deputado desonesto. Mário, para quem não lembra (a mente humana tende a bloquear lembranças de choques e eventos traumáticos), aproveitou o auge do sucesso em 1985 para, em um lampejo de audácia e insensibilidade, lançar-se como cantor. Seu maior sucesso foi o “O dono da bola”, tema de seu personagem na novela. Eis um trecho: Na luta, na bola / Na corda, na cesta / Metido a besta / Malabarista agarrado no fio / Perdido no vagão de um trem, / E tudo por você, neném / No chão da sala / Joelhos em dor / Você me fala, me cala.

A falta de uma marretada na cara de quem manda scrap de festa pelo Orkut
Sabia que serão sorteadas duas caixas de cerveja Caracu na Vai Tomar no Rabo’s E-Party 3? Os primeiros 150 nomes na lista do 3º EletroPagoReggaeSalsa da galera de Direito da UNIFOSP ganham um emoticon exclusivo de MSN, você não sabia também? Sem falar que “Garanta já seu ingresso prá noite do Zebedel Louco! Drinkis de frutas de todos os tipos com muito Abisinthooo!!! Voçê não pode ficar de fora de mais essa da L.M Souza By Night Producões” é duro de agüentar.

A mulher que não fode, mas também não sai de cima
Roupas jogadas pelo quarto, línguas se aventurando por territórios nunca explorados até então, respiração acelerada, língua, haja língua, vamos lá, mande a calcinha ir na cozinha tomar um café! Não, ela não vai. Fica ali, parada, às vezes retorcida para os lados, mas não deixa vocês a sós. Ordens da chefe lá em cima, ela diz. A negociação pela retirada da calcinha é válida devido ao elevado índice de primitivismo hormonal envolvido neste ponto da questão. Caso o “não” seja definitivo e você termine fazendo política com as próprias mãos, evite a opção pela expulsão sumária da senhorita com (ou sem) o dinheiro do táxi nas mãos, assim você nunca mais vai comer.

Sepitêmber eléven

Quase com certeza você não lembra absolutamente nada do que fez no dia 11 de setembro de 2000. No mesmo dia e mês, um ano depois, você talvez lembre até do que comeu no almoço.

Nesse 11 de setembro, o de 2001, acordei muito cedo. 3 da manhã mais ou menos. Minha Avó estava hospitalizada em estado grave tinha mais de um mês. A ligação do hospital veio naquela madrugada. A notícia, já esperada, de que o próximo natal seria mais triste, infelizmente chegou.

Começa a movimentação familiar em torno do falecimento. Buááááá, ligações, ligações, avisa fulano, tio beltrano já sabe? Não acredito que isso aconteceu, buáááá, snif, temos que ser fortes, deus sabe o que faz, quem já está no hospital? Os documentos, os documentos, alguém está providenciando a funerária? Buááááá, tia Zefirina ligou perguntando se já sabem onde será o velório, snif, snif, ela finalmente descansou, tem café ali na copa, já chamaram o padre? Meus sentimentos, você era neto dela? Sou, ainda não morri. Cemitério transmite uma paz, né? O vovô também foi enterrado aqui. Buáááááá. 11 da manhã, fim do processo.

- Liga a TV, alguém comentou no velório que explodiu uma bomba em Nova York. – Disse meu pai assim que chegamos em casa, depois do meio dia.

- Pai, a bomba foi no Pentágono, tá rolando uma fumaça heavy metal lá, vem ver.

Liguei para um amigo da agência para saber mais detalhes e também para que ele avisasse nosso chefe sobre o falecimento da minha vó e conseqüente falta ao trabalho.

- Cara, que diabos tá acontecendo? Tem fumaça no Pentágono e…caralho, a imagem mudou agora, o World Trade Center tá pegando fogo?!

- Tá vendo na Globo? Essa imagem é de umas duas horas atrás, eles tão só recapitulando tudo, as torres não existem mais…vai cair a primeira, presta atenção…acordaste agora? O mundo todo tá vendo isso!

- Não, acordei três da manhã…a vovó faleceu, estava até ainda agora em hospital, velório, cemitério, essas coisas…

- Porra, e não tinha TV em nenhum desses lugares?

- Ora, vai tomar no cu, eu aqui fudido por causa da minha vó, minha família tá arrasada, seu filho da…caralho! O prédio desabou!

- Eu disse…ó, também não fui pra agência, acordei tarde, quando liguei a TV o primeiro avião já tinha batido em um dos prédios, fiquei acompanhando a cagada e decidi não ir trabalhar. Hoje pode começar a terceira guerra e deus me livre de assistir isso naquela TV CCE de 14 polegadas lá da nossa sala.

Bugigangas dominicais – Cow Parade em casa

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Você já deve ter ouvido falar da Cow Parade, a presepada que consiste em espalhar vacas pintadas por artistas nas ruas de algumas cidades do mundo. Ao final as vacas são leiloadas e a renda é revertida para blá, blá, blá. Já rolaram exposições aqui no Brasil, inclusive.

Se você não comprou uma das vacas porque não tinha espaço na sala, olha só que bacana. Na Firebox você pode comprar uma para chamar de sua e em tamanho compatível com seu microapartamento.

Brinquedos de sábado – Darth Vader Transformer

darth_vader_transformer.jpg

Como todo moleque, fui fã de Star Wars. Acho que somente os garotos filhos de casais comunistas inveterados ou hippies eremitas não curtiram a saga. Hoje em dia acho aquela palhaçada algo extremamente boboca e sem graça, principalmente os três últimos filmes.

Mas, apesar de tudo, Darth Vader é um cara muito bacana e essa Estrela da Morte que se transforma no próprio é simplesmente foda. Vende na Amazon.

As fotos vazaram, e agora? II

(leia a primeira parte deste educativo guia aqui

É óbvio, mas é verdade: mantenha a calma. O momento descortina possibilidades a serem estudadas com parcimônia, porém sem esquecer a urgência da resposta solicitada pela situação.

Tome chá de sumiço
Esqueça o MSN, tire o celular da área, apague seu Orkut, fale somente com uma ou duas amigas de extrema confiança. Espalhe boatos diversos sobre seu paradeiro. É uma boa hora para demonstrar seu desprezo pelo reles mundinho onde todos estes fofoqueiros vivem. Jogue pistas sobre ter ido cursar algo na França, Espanha ou Guiné Bissau (pensando bem, esqueça a Guiné). Caso outro país esteja muito longe da sua realidade financeira, solte algo como “dizem que ela foi morar com um namorado novo em Minas ou no Rio, parece que o cara é engenheiro”. No tempo em que estiver reclusa, aproveite para se dedicar a alguma atividade que possa ajudar no futuro: aprenda tricô, pátina, programação em java ou implantação, manutenção e segurança de redes.

Negue com veemência
Opção mais perigosa dentre as apresentadas, a negação exige alto grau de encenação. Você precisa acreditar realmente que aquela das fotos não é você. Estude um pouco de Photoshop para aprender a descrever com bom nível de detalhes o suposto processo de transformação aplicado nas imagens. “Ele colou a minha cabeça ali! E você acha mesmo que eu tenho aquela pinta preta horrorosa na virilha?” (cuidado com essa desculpa, caso o próximo cara para o qual você fornecerá a bacurinha tenha visto as fotos, ele poderá desmentir sua história).

Negue com violência
Além de toda a interpretação empregada na opção veemente, a negação com violência demanda que você siga instruções de maior conhecimento técnico. Espalhe que “a Polícia Federal já está cuidando do caso e investigando todos os que passaram o e-mail”. Procure na Constituição, no Código Penal, no Código Civil, na Bíblia e nos livros da Zíbia Gasparetto todas as citações, parágrafos, artigos e vírgulas que possam ser empregados na sua defesa e no susto aos desocupados que estão repassando as fotos. Diga também que Terence, o fotógrafo, está encrencado e terá de responder perante a justiça/Deus/tumba da irmã Heralda pelos seus atos libidinosos.

Assuma com desdém
A depilação estava em ordem? Sua bratislava não possui aspecto de alface da semana passada? Então minha amiga, assuma a história. O constrangimento é grande, mas em um mês a turma pára de falar no assunto. Admitir que realmente é você no ensaio sensual também lhe dá mais crédito para que a sua versão da história prevaleça, já que, aos olhos da sociedade, você geralmente será a vítima. Confirme que o autor é Terence, diga que ele não vale nada e broxou três vezes durante o final de semana. A sessão de fotos, inclusive, era um dos meios que você estava utilizando para tentar levantar o encanamento do rapaz, “mas nem assim aquele imbecil conseguiu me comer”. Problema resolvido, parta pra outra.

Assuma com galhardia
Diga que era você sim, conte os detalhes do final de semana, comente as poses do ensaio, ressalte que o caso foi bom enquanto durou e que hoje você e Terence, inclusive, são muito amigos. Caso perceba uma boa receptividade das fotos no mercado, invista uma grana e faça um ensaio com um fotógrafo profissional. Envie as fotos para revistas masculinas, produção de programas de auditório e agências de modelo. Quem sabe não é o início de uma promissora carreira artística? Com alguma sorte você acabará estrelando um comercial de cerveja ou comandará a bateria de uma escola de samba.

As fotos vazaram, e agora?

Aquele final de semana em Caraguá marcou muito, não é mesmo? O Terence, o carinha que você conheceu, quem diria, naquela rave balacobaca na pedreira se revelou um amor. Após dois anos sem namorar sério, parecia que finalmente a coisa engrenaria.

Feriadão da semana santa, lá foram vocês no Kadett 93 do rapaz rumo ao litoral. Foram dias de amor lascivo, sexo caudaloso, trance, CPM22 e Mariah Carey. Fim da tarde de sábado, após o por do sol com caipirinha, você e Terence voltam para a pousada e se entregam novamente aos prazeres da carnificina apaixonada. Após o ato, por sugestão sua, um banho juntos caiu muito bem.

Ao vislumbrar seu corpo enrolado na toalha de lixa da Pousada Martin de Sá, Terence sugestiona: “posso tirar umas fotos?”. Você, ainda sob os efeitos retardativos da Natassha com limão e abestalhada de paixão por Terence, pensa: “ué, e por que não?”.

Tímidas, as primeiras poses ainda contam com a proteção da toalha. Você joga os cabelos cacheados pro lado, sorri, apóia um dos braços no joelho enquanto a mão segura o queixo. O Motorola V3 pré-pago de Terence nunca viu nada igual. É muita areia para o caminhão daquela câmera VGA de 0.3 megapixels.

O clima do ensaio esquenta, a toalha já está em cima do frigobar. Você não abria tanto as pernas desde os tempos do balé. Aquela língua no seu próprio mamilo também não era necessária, mas enfim, você estava apaixonada e valia tudo.

Duas semanas depois, você descobre que Terence não era o homem da sua vida. Vocês se perderam em uma festa. Após duas horas, o moço estava aos amassos com Estefanie, sua colega de faculdade. “Foda-se”, você pensou, já tentando recordar o nome do outro cara que havia beijado 5 minutos antes.

Churrascão da turma de administração da FUEBA. Terence é o responsável pela churrasqueira. Seu Motorola V3, ainda na segunda prestação, repousa sobre a mesa. Como quem não quer nada, Hilton, melhor amigo de Terence, resolve fuçar o aparelho. Uma exclamação toma conta de sua expressão. Sim, as fotos. Você, Christianne, está lá, arreganhada em poses de marcenaria.

Mantendo a frieza, disfarçadamente Hilton liga o bluetooth de seu Nokia sei lá das quantas e repassa as imagens para seu próprio aparelho. Perdeu playboy, em algumas horas os retratos estarão pulando de Gmail em Gmail, até chegarem ao seu próprio endereço, enviados por uma preocupada amiga. Em menos de um dia, blogs adultos já estampam seu rosto em posts nomeados como “Vacilou caiu na net, rsrsrs”.

E agora?

(continua amanhã ) 

Não se reprima, irmã

[Texto da minha irmã, Ana Paula, recebido ontem por e-mail. Posto aqui pelo bem do passado familiar]

Tributo a Rick Martin
Por Ana Paula Vilhena

Domingo à noite. Nada mais a fazer senão descansar as pernas depois de um dia de plena atividade com o filhão. Ligo a TV na esperança de encontrar um programinha bem água com açúcar na minha tosca programação a cabo. Eis que me deparo com ele, o herói das minhas tardes juvenis, o objeto dos meus gritos histéricos da infância: Rick Martin.

Passado o meu interesse por esses fenômenos criados para hipnotizar mentes infanto-juvenis em formação, eu nunca mais tinha me interessado pela vida deste belo mancebo.

A verdade é que aquele domingo foi no mínimo curioso, pois esbarrei duas vezes com a figura dele na tela. Mais cedo, num programa de TV, disseram que ele era dono de uma suntuosa mansão na Flórida. E agora, um show de Rick Martin no Chile me prendia a atenção em frente a outro programa.

Que corpão, hein! Na época do Menudo ele era tão franzino…E chacoalha pra cá, remexe pra lá. Fiu-fiu… Ué, mas parece que ele é gay, né? Sei lá, só sei que aos dez anos de idade, Rick Martin era o homem da minha vida.
[nota do autor do blog: mas que preconceito, gente! Ele não é gay, artista não tem essa coisa de sexo, vide Caê]

Eu tinha dois Fã Clubes. “Uma aventura chamada Menudo” e “Because of Menudo”. Colecionava todos os discos e fotos que saíam, gravava todas as entrevistas da TV num rádio-gravador porque, em 1983, ninguém tinha vídeo cassete em casa. E, pra fechar o kit-fanática, fui ao único show do grupo em Belém.
[NAB: qual era a diferença entre os dois Fã Clubes? O segundo só trocava informações em inglês?]

Aquele show marcou a minha vida. Primeiro porque foi a única vez que lembro da minha mãe ter faltado no trabalho por um motivo, digamos, banal (sim, ela pediu dispensa pra me levar ao show), segundo porque foi um acontecimento na Belém dos anos 80. Todas as atenções se voltaram para o Mangueirão naquele dia. Aliás, primeira e única vez que fui àquele estádio.
[NAB: Mangueirão é o apelido da maior praça esportiva da capital paraense e não uma piada de cunho sexual]

Levamos isopor cheio de sanduíches de queijo e presunto, sucos de vários sabores, toalha, papel higiênico. Foi um verdadeiro piquenique. Chegamos no estádio por volta das 14h e o show começaria somente depois das 20h. Aquilo pra mim era o auge da demonstração de amor por um ídolo.
[NAB: enquanto isso, eu era levado em filme dos Trapalhões no sábado e ganhava, no máximo, um saco de pipocas]

Enquanto aguardávamos a chegada dos nossos heróis, cantávamos todas as músicas e aproveitávamos pra aperfeiçoar o espanhol, língua que nunca fez a minha cabeça, mas que, àquela altura, era o meu idioma preferido.

Lembro muito pouco do show. A maior parte do tempo eu tentava arranjar uma posição para enxergar alguma coisa (e olha que estávamos em “cadeira de pista”). Até hoje guardo as maravilhosas fotografias que tirei, dos cabelos das milhares de mulheres que estavam em nossa frente. Dos Menudos, só vagas sombras lá no fundo. Se tivessem mandando os sósias dos moleques nem teríamos notado.
[NAB: conhecendo o modus operandi do empresariado paraense, eram sósias, com certeza]

Mesmo assim, o show foi o assunto do resto do ano no colégio.

Pois bem, voltando ao meu fim de noite, Rick Martin me fez lembrar das noites de domingo dos anos 80, quando o SBT exibia um programa do Menudo que eu não perdia por nada. Saudades da inocência que hoje nem eu, nem o meu amigo Rick, temos mais.
[NAB: será que ele teve um dia?]

Tô me sentindo íntima dele, acho até que vou telefonar pra contar que soube da bela mansão na Flórida e me convidar logo. Afinal, que ex-menudete confessa faz um tributo desses numa noite de domingo?
[NAB: aposto que um monte]

Itaquaré Today e outras coisas

Safra insípida de notinhas nas colunas sociais de Belém este final de semana. Segue:

Já está tudo certo. O Dj Marcelo Memê Mansur virá em agosto de 2008, a grande evento para 1.500 convidados.

Um ano antes a vinda do cara já está devidamente acertada. Isso é que é planejamento. Só não entendo por que tanta organização para trazer um DJ que teve como maior mérito ter produzido, há mais de 10 anos, um disco com o Lulu Santos e um ursinho rosa na capa. Aposto que na próxima semana anunciarão que as cervejas que serão vendidas no evento já estarão no freezer.

O empresário Luís (Reicon) Rebelo reúne esta semana, em Paris, com a cúpula da Louis Vitton. Na pauta, viabilizar a venda de couro de pirarucu para a griffe.

Com certeza esse cara não tem as preocupações bancárias que eu tenho, mas ao menos eu jamais passarei pelo constrangimento de ser anunciado para um diretor da Louis Vuitton desse jeito: “Seu Thierry, o Doda do Pirarucu tá aqui na recepção, é pra mandar entrar?”.

Chá
A Artesanal trouxe o Chá Branco para Belém. Muito mais potente que o Chá Verde, possui ação antiinflamatória e antigripal e é um fortíssimo ativador do sistema imunológico e da regeneração celular.

O governo ou alguém precisa fazer uma campanha nacional de esclarecimento das cores de chá e suas propriedades. Tenho amigos que devotaram toda sua vida ao verde e agora vem um branco e diz que a coisa não era bem assim? Ora, tenha santa paciência (essa nota saiu em uma coluna de negócios).


A imagem abaixo mostra como a nomenclatura de logradouros em São Paulo chegou ao limite (contribuição do amigo Léo Lobato).
borboletas_psicodelicas.png

Esta foi a música do final de semana.


Esta é a nova do Foo Fighters. O disco sai em 25 de setembro (se não vazar antes na rede).


Não entendeu nada sobre as notinhas de coluna social postadas lá em cima? Então entre aqui.

Você é diretor de criação de uma agência digital ou similar em Sampa? Está precisando de um redator? Manda seu contato pro e-mail então (doda.doda@gmail.com), tem um amigo meu que certamente gostaria de falar com você :-)

Bugigangas dominicais – Telefone de lanchonete

bug_dinner_phone.jpg

Olha só que bacana pra deixar na cozinha. Ele pode funcionar como um telefone comum ou com o sistema de ligação por moedas. Ou seja, serve também de cofrinho pessoal ou como forma de cobrar as ligações feitas pelas visitas, seu muquirana.

Em libras, as esterlinas, aqui.

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