Arquivo para Novembro, 2007

Short shots

O que não me conformo sobre as piadas internas é o fato delas serem internas. É um desperdício de alegria você rachar de rir com alguma coisa que, infelizmente, só mais dois ou três amigos riram. São 200 salsichas! Aí o francês vem aqui com negócio de biquinho mercy bububu num sei que lá; não atira, é o helicóptero, o helicóptero! Charlieeee!!!

Lista de 4 séculos atrás com nomes do cinema que acho muito legais de pronunciar:
- Charlton Heston (vintage)
- Forest Whitaker (obsessão)
- Mary Elizabeth Mastrantonio (underground)
- M. Night Shyamalan (ninguém consegue)
- Rebecca Romijn-Stamos (gostosa dos inferno)
- Richard Chamberlain (pássaros feridos)
- Rutger Hauer (a pronúncia pede carona e os trocadilhos…férias)
- Sam Peckinpah (ainda será o nome de algum cachorro meu)

E a falta de saco para escrever coisas mais longas por aqui continua, então seguem links com textos mais crescidinhos:

- Verdades urbanas do próximo verão, em Ressaca Moral, de meu próprio punho.

- Barangas que alguns consideram bonitas, no Gravataí Merengue, do próprio.
- Mora no exterior ou em alguma região pouco conhecida do Brasil? Conhece o blog do Pedro Dória? Então leia esse post. Uma ótima idéia que qualquer blog pode pensar em adotar (eu não teria essa audácia, já que os leitores por aqui não são lá muito…er, muitos).

Falando em bala

(post que será publicado esses dias no blog da central do anunciante iG)

Chumbo grosso

Call of Duty é uma das mais conhecidas franquias de jogos de tiro entre os fãs de videogame. O enredo das 3 versões anteriores era baseado na segunda grande guerra (cá entre nós, tema manjadíssimo entre os games do gênero).
Mudando o teatro de guerra, o quarto episódio da série chega renovado e traz a batalha para os dias atuais. Pegando esse gancho, a DDB de Los Angeles criou uma campanha viral na qual conhecidos líderes malvadões-casca-grossa-inimigos-da-américa fazem resenhas em vídeo do novo jogo.
A estética da ação reproduz aquela cara tosca que o tipo de produção caseira feita por usuários costuma ter. Nos vídeos, dão o ar da graça o russo Vladimir Putin, o doidão norte-coreano Kim Jong II, o iraniano Mahmoud “tecnologia nuclear para fins pacíficos” Ahmadinejad, o comandante Fidel Castro e o líbio Muammar Qaddafi.

E fica a pergunta: por que Hugo Chávez não foi incluído na campanha? Mas será que até nisso nós do sul somos esquecidos?

No fake-site “oficial” da ação você pode conferir todos os vídeos. Logo abaixo, postamos o do companheiro Fidel.

Mais da minha terra

Sobre a atrocidade noticiada nos últimos dias lá pelas bandas do meu Pará, o Luiz Antonio Ryff anda destacando bem o assunto em seu blog.

Hoje ele linkou matéria do meu amigo Rafael Guedes. Leia por lá.

Essa minha terra

Não pessoal, não é assim que se faz:

flyer_bope.jpg

Se quiser ampliar, é só clicar. Coloquei em miniatura para não enfeiar mais ainda isso aqui.

Chacotemos

A cota de chá vem ver o que é que há
Há chacota de charque teimando em não achar

O achaque do chá acha que te vá
Achei, que acinte, achou vã
A filosofia do Chê

A Cíntia achou melhor ser
O ser xote, de chá, de fé que há
No achar de Cíntia, chato era Chê
Chacota de mim, você

Chato achei o xaxado
Com xote, cumshot, chorei
Em Cíntia, com xote hei
Com Che, chacoteei

(Refrón)
Xana, Cíntia, Chê
Que chato há de entender
A chacota que manguei de usted

Hoje é dia de tosco

Quase não acreditei quando fui avisado pelo amigo e office boy do Ressaca Moral, Rafael Guedes, que Celebration Fantasias estava de volta.
Não é apenas o site de uma loja de fantasias. Não é somente um exercício ingênuo de marketing de varejo on-line. Não são simples fotografias de sorumbáticas mercadorias, não! Celebration Fantasias é muito mais do que tudo isso. É o creme internético da cultura tosca de raiz.
Mas nem tudo são flores para os fãs da marca. Apesar de ter voltado ao ar, Celebration agora quadriculou o rosto dos seus modelos, a grande atração do endereço. Provavelmente a grande exposição da turminha desagradou alguém.

blog_tiozao1.jpg
O Tiozão-propaganda da marca em sua época áurea…

blog_tiozao2.jpg
…que infelizmente acabou.

Apesar de admirar quase todos os exemplares de roupa expostos no site, meus preferidos são os temas voltados para o mundo animal.

blog_vaca.jpg
Veja, por exemplo, a melancólica vaquinha campestre. Sua expressão é de uma tristeza fofa, uma Tereza Batista cansada de guerra, camponesa que suplica, “cessem os abusos contra minhas tetas, seus canalhas!”. Fica, subliminarmente entendida também, a lição ensinada por São Francisco de Assis, que certa vez talvez tenha dito “me diz o que ela significa pra mim, se ela é um morango aqui do Nordeste?”.

blog_alce.jpg
Alceu, o alce deslocado, não sabe bem o que está fazendo ali. Estava desavisado na balada, até que o fotógrafo chegou e perguntou se podia tirar um retrato “pra um site aí”. A placidez da pose do alce, ao ter sua dignidade roubada pela fotografia, nos alerta para as atrocidades que o Homem comete todos os dias contra a natureza. Também podemos estabelecer um paralelo com o sofrimento de Jesus, que aceitou em paz o sofrimento imposto pelos seus inimigos, inclusive os pregos da injustiça que o grudaram na cruz, muito bem representados na fantasia pelos chifres de Alceu.

blog_lobo.jpg
Agora temos a visão de Judas, o lobo culpado. Repare em sua expressão de “eu poderia estar ‘matano’, eu poderia estar ‘robano’, mas…ok, realmente estou”. O lupino cresceu em uma alcatéia carente, não foi atendido por nenhuma organização que ensina lobinhos a tocar tambor ou fazer artesanato com garrafa PET, aí deu nisso. A situação de Judas nos lembra também a parábola de Onan, o destro, que para se defender das tentações de Mariléia, descarregava suas tensões penianas no solo da Pantuléia. Ok, isso não é verdade.

Mais Celebration aqui na Sarah e no próprio Ressacão.

Gol contra e outras coisas que torram

A Gol colocou no ar uma nova campanha comemorando os seis anos de atividades da empresa. Usou o manjadíssimo expediente de encher o comercial de crianças para arrancar simpatia do consumidor na marra. Mas o que incomoda não chegar a ser exatamente isso e sim a deslavada cara-de-pau da empresa em fazer certas afirmações, como a de que foi responsável pela “inclusão aérea” de sei lá quantos milhões de consumidores. É, há seis anos acho que todo mundo lembra da chegada da empresa jogando os preços lá pra baixo, mas, quando foi isso mesmo? 2001, 2002? É preciso muita coragem pra soltar uma frase dessas em tempos de descarado compadrio na política de preços, sem falar nos fortes indícios de lobbyes pra lá de obscuros que as duas maiores companhias exerceram nos últimos tempos sobre a ANAC, a agência do governo que deveria fiscalizá-las.

Esse tipo de campanha só poderia chegar ao consumidor acompanhada de uma mudança na postura da empresa, na sua cultura corporativa, no trato com o cliente. Proferir um monte de obviedades da cartilha “nós somos muito legais, você é muito importante pra nós” quando o seu cliente ainda está arriscado a passar horas em um saguão – desinformado e por culpa sua, é chamar o consumidor de idiota, dar um tiro no pé ou – a minha opção – gastar dinheiro à toa com uma campanha inócua que, em breve, estará no grande cemitério da propaganda equivocada.

Alguém ainda agüenta alguma piada, referência ou comentário a respeito daquele filme nacional? E esses toques de celular medonhos reproduzindo o funk que toca no começo do filme? Domingo, o Merchânico na TV conseguiu a proeza de exibir três, eu disse três quadros com temática baseada no tal filme. Haja saco e falta de criatividade.

Aliás, o Pânico é um caso curioso de programa de TV que adaptou o formato de blog ruim para a velha mídia: comenta qualquer assunto hypado, de maneira engraçada/relevante ou não, mas comenta. Pelo meio metem um monte de propaganda ruim e mal posicionada, não importa quem seja o anunciante, é pagar que entra.

É fase, de vez em quando a qualidade do programa cai. Logo eles se ajeitam de novo e fica bacana de assistir. Infelizmente, isso não acontece com os blogs.

Novos e médios

Quando uma mente criativa faz algo novo, além de contribuir com o patrimônio intelectual da humanidade, presta um imenso favor à mediocridade da nossa espécie, pois ao mesmo tempo que inovou, também deu o caminho para a criação de uma fórmula.

Em um primeiro momento, a fórmula será utilizada por poucos e antenados, os agora também chamados de early adopters. Esses caras geralmente não estão mal intencionados, reconhecem a fonte da idéia e até contribuem com o aperfeiçoamento da mesma. Os problemas de verdade iniciam na terceira leva de usuários, os copiadores dos copiadores.

Começa então o desgaste e a massificação da fórmula. Daí pra frente é só contar os minutos até que surjam as primeiras atrocidades.

Na propaganda, as recém-nascidas ações virais, de guerrilha e de redes sociais on-line já estão nesse estágio. Multiplicando-se como spams de aumento peniano, temos por aí um mundo de virais que ninguém assiste, centenas de comunidades sem cadastrados e dezenas das já idiotizadas gincanas envie seu vídeo.

Esse processo de mediocrização de idéias já ocorre há séculos e em qualquer atividade humana. Não há problema nisso, faz parte da nossa evolução e, muitas vezes, os copiadores de boas idéias, com a experiência adquirida no ato de copiar, acabam se tornando criadores também.

O que impressiona é a miopia crônica da imensa maioria destes copiadores de fórmulas. Acostumados a consumir idéias prontas e acabadas, o copiador não aprendeu a observar, analisar e entender coisa nenhuma. Seja uma nova banda, um roteiro inteligente ou uma intervenção urbana.

E cá estamos afogados em Ivetes vendendo eletrônicos de slogan impronunciável para 95% das população brasileira e onipresentes Seltons oferecendo de celulares a contas bancárias. Comunicação inócua, mas com alto recall, artificialmente sustentado por veiculação insistente.

Marketing para blogueiros*

d0da diz:
cara, explica o que é esse blog do marketing da extrafarma?

rafs diz:
alguém disse que blog é a nova mídia e eles acharam que qualquer assunto poderia virar blog.
aí tu vai descendo e tem postado um comercial europeu sobre a necessidade  de limpar o cocô que o teu cachorro faz na rua.
o difícil é estabelecer o link com a extrafarma.
a extrafarma vende produtos pra limpar cocô de cachorro? a extrafarma vende cocôs?
*prévia de post maior que pode vir por aí.

Ainda sumido

Mas nem tanto.

Uma das minhas novas atribuições é escrever os posts do blog da Central do Anunciante iG.

Os assuntos são basicamente sobre o universo da publicidade on-line.

Se interessar, confere lá. 

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