Comprar roupas é legal, desde que não sejam calças.
Sapato é coisa bem simples. Gostei desse, tem 42? Vou levar. Não, não preciso experimentar.
Camiseta é legal ver como fica. Às vezes o G de uma marca é o M de outra. As mais moderninhas fazem um G que parece um PP, mas dessas eu fujo. Independente do tamanho, também é um processo rápido: gostei, serviu, embrulha.
Mas e o diabo das calças? Quantas pessoas no mundo conseguem comprar e sair da loja com essa peça de roupa pronta para ser usada?
Cintura apertada, barra comprida, apertada na bunda, folgada demais no vale das diversões pubianas, caimento geral esquisito, tecido mole demais, material confortável, mas feio. As calças possuem detalhes demais a serem observados para que a experiência de uso seja realmente satisfatória.
Só um tipo de pessoa não possui problemas com calças: os não muito magros, não muito gordos, não muito baixos e não muito altos, ou seja, os indivíduos que poderiam ser classificados como “normais”. Mas responda, você conhece alguém normal?
Eu sou baixo, não posso ser considerado magro e o único exercício físico que pratico com alguma regularidade é subir as escadas do meu prédio (não tem elevador e moro no terceiro andar – sim, já ouvi 384 vezes comentários do tipo “pô, e subir isso aí bêbado, heim?”), ou seja, sou gordo. E gordo tampinha.
Essas condições físicas tornam o ato de comprar calças um suplício pra mim. Jamais posso adquirir umazinha que seja sem experimentar antes, já que o excessivo arredondamento da minha cintura exige tamanhos que provocarão sobras de barra consideráveis nas pernas.
Juntando as sobras de tecido das barras de todas as calças que já tive na vida, poderíamos construir um Cristo Redentor Jeans ou abastecer a Vila Madalena com retalhos durante 2 anos.
Ah, o ato de experimentar, que tal? Os cubículos não-refrigerados que as lojas chamam de provadores são um exercício de tolerância para qualquer gordo e, do lado de fora, ainda temos de aturar a obrigatória voz do vendedor corroendo os últimos fiapos de qualquer paciência: “Argenor, que tal uma pólo pra combinar? Asdrúbal, chegou uma coleção nova de pochetes, quer ver? E aí Astrolábio, ficou boa a 56?” (e o cara, que mal conseguiu passar as calças do joelho, ainda vai ter que clamar constrangido pelo número 58).
E pode ser impressão minha, mas penso que nos últimos anos o tamanho das calças está diminuindo. Entre períodos de engorda-emagrece, mantenho mais ou menos o mesmo corpo há uns 15 anos e lembro que, em uma distante década de 90, já consegui vestir 42 e, acredite, até mesmo 40. Hoje abro um efusivo sorriso quando consigo entrar em uma 44, mas como privilegio o conforto da granja, logo peço o 46.
Não se aflija, os tamanhos gerais das calças tem, sim, diminuído. Li não sei onde e eles faziam até umas comparações eentre várias calças de modelos semelhantes e seus números em diferentes períodos. E testaram várias marcas pra chegar a essa conclusão.
Mas certamente vc tem engordado. :P
Doda: ah, eu sabia que minha teoria das calças que dimimuem estava certa.
Eu acho que sou normal. 1,75m, 75kg. Nem alto, nem baixo, nem gordo, nem magro. Estatura e pesos medianos. Por isso posso entrar numa loja, experimentar qualquer jeans 42 e sair de lá satisfeito em pouco mais de 5 ou 10 minutos, se não houver filas pro pagamento.
Meu problema é com casacos.
Esses sempre dão dor de cabeça.
Doda: Pedro, não acredito, você deve ser meio gordo.
Cara, esses cortes moderninhos de roupas mudaram as roupas, e já vem sendo a um bom tempo. Culpa também da moda, antes tu botava a calça no umbigo e ficava bom, agora tem que ser baixa, dai tudo muda em questão de numeração.
baração
Por isso eu sempre gritava na sala de aula, já desde pequeno: TODO MUNDO NÚUUUUU!!!!!
Meu irmão, é pq vc não sabe o que é (tentar) comprar um biquini. Imagine aquele modelito lindo na modelo e que quando vc põe deixa os seus peitos prontos para serem amarrados no cinto. Ou a parte de baixo que é engolida pela sua bunda de mais de um metro de diâmetro…
Dê graças ao senhor que vc é homem.
Bjos!
PS: Ah, estou de volta com o brogui.
Doda: menina, nem me fala, fico ATERRORIZADA quando preciso comprar um biquini!
PS: eu sei que você voltou com o brogui, eu assino seu feed :-)
Mas Doda, relaxa, pq é realmente muuuuito raro encontrar uma calça que não precise de ajuste, mesmo que seja nas barras.
Doda: pois é, eu sei, e você não acha isso um absurdo? todo o conhecimento humano ser posto de joelhos por um pedaço de pano?
A técnica do PESCOÇO nunca me falha na hora de comprar uma calça!!!
Pô cara, gosto muito do seu trabalho. Até linquei sua página. Quando puder, dê um saque no http://www.armazemdeluzes.wordpress.com, e parabéns. Tinha parado um tempo de escrever pro blog, daí voltei.
Abraços.
Hahaha… muito bom o texto!
Comprar roupa é sempre um suplício. Até que blusas são bem fáceis mesmo, como você disse. Concordo totalmente quanto as calças. Acho que estão se baseando nas medidas de algum faquir para confeccioná-las.
Por isso estou adotando os vestidos. O problema é quando acabar o verão, né?
Beijos
Adorei o seu post!
Por ser alta, sempre tive problema com calça… Faltava um palmo na barra da calça!
Quem sabe vc não me manda as barras que corta e eu junto nas minhas??
hahaha
Abração!
Adorei seu blog
Doda: Raquel, você tem 2 metros?