Arquivo para Fevereiro, 2008

Paciência – Lego

Marcante foi Ole Kirk Christiansen, o dinamarquês inventor dos cubinhos plásticos que…ora, porra, você sabe. Já fizeram de tudo com esse negócio, das bobagens mais bocós até essa aberração sexy. Lego já deu no saco, mas segue uma divertida seleção de links espertos que vão aprontar altas loucuras e armar uma tremenda confusão na sua navegação.

- Capas de discos em Lego (eu gosto da capa dos Strokes)
- The Brothers Brick (blog ponto de encontro de construtores “famosos” de Lego)
- Lego Digital Designer (software gratuito para você fazer…bem, você sabe)
- The Brick Testament (a bíblia em…aff, Lego)
- MOC pages (toneladas de criações em…Lego, droga!)

O quilo

Meio dia e alguma coisa. Após um quase interminável debate a respeito de qual restaurante escolher, a turma do escritório sai do prédio e anda umas quadras.

Não é muito difícil, ao entrar no restaurante, olhar a placa com os pratos do dia ou, ainda na fila e com o prato vazio, checar por alto as opções de alimento oferecidas na bancada. A falta de objetividade gera então a irritação da fila do bufê, principalmente para quem já entrou nela sabendo exatamente o que vai escolher.

Duas tiazonas à frente filosofam sobre a escolha do arroz comum ou integral. O engravatado retardado não consegue arrancar um quadrado da lasanha e briga homericamente com o queijo derretido. Já a universitária psicótica permanece 39 minutos na parte de saladas, catando todo tipo de verde que o olho humano consegue identificar, derramando ainda toda sorte de molhos em cima daquela mata. Tudo bem, tudo bem, a gente espera, não é mesmo? Ninguém está com fome ou pressa.

Agora chegou a hora de escolher. O que fazer quando vários tipos de alimentos apetecem seu paladar? Feijão preto e estrogonofe de frango podem dividir o mesmo prato separados apenas por uma tênue barreira de arroz? O belo (e saudável) salmão conviverá em paz com a mal passada (e gordurosa) picanha? Alguém, além do dono prato, tem alguma coisa ver com isso?

Parece que sim, pois finalmente à mesa entra em ação o torturante patrulhamento alimentício. Sempre haverá um inconveniente para questionar por que você não pegou um mísero vegetal (ou legume, pouco importa), avaliar a sua combinação de alimentos e comparar o peso/preço dos pratos de todos os presentes, fazendo comentários de baixo conteúdo humorístico com aqueles que comeram demais ou de menos.

É chato? Sim, mas o mais indicado é agüentar a pressão interna e balbuciar risadinhas de contentamento (rsrsrs, cara, você me pegou, heim?), pois o próximo patrulheiro de almoço no seu caminho pode ser o seu chefe, a gostosa do escritório ou pior, a chefe gostosa do seu escritório.

Oh, coco, és oco?

- Quer?

- Quero, hmmm! Adoro água de coco!

- Pedi pra abrir, quer um pouco?

- Argh, não! Odeio o coco em si.

- E chocolate com coco?

- Enjoativo, não gosto.

- Docinho de coco?

- Horrível, principalmente se tiver aquele cravinho no meio.

- Ahá, e sorvete de coco?

- Uma merda! Já provou esse novo que vem com abacaxi? Bizarro!

- Leite de coco, coco ralado, coco queimado, cocada, sabonete de coco, coco chanel?

- Do coco só gosto da música…

- Eu acho isso uma tremenda de uma injustiça, o coco é uma fruta bacana, pode ter essa casca dura e tal, mas por dentro ele é um verdadeiro coração mole. Não entendo toda a implicância sofrida por ele na sociedade, já reparou a quantidade de gente que odeia o doce de coco? Porra, é um doce! Tem quem coma lula, língua de boi, fígado, porra, fígado! E vem me dizer que não encara uma cocadinha? Pera lá, tenha santa paciência e…música do coco?

- É, lembra?

Paciência – Steampunk

Nas suas andanças virtuais você já deve ter topado com alguma foto de brinquedo ou ilustração de estética Steampunk. Essa vertente da ficção científica é marcada por máquinas mirabolantes movidas a vapor (steam em inglês, saca?) ou que empregam tecnologia (improvável) disponível com os recursos e conhecimentos do final do século XIX e início do XX. Ultimamente, a obsessão pela coisa está exposta na web em níveis fanáticos de fazer inveja a qualquer cosplayer.

Seguem alguns pontos de partida:

- Silof’s Workshop (brinquedos steampunk artesanais)
- Steampunk Magazine (uma revista, dããã)
- The Steampunk Workshop (coletivo de construtores steampunk)
- Nerds fantasiados de Liga da Justiça Steam (e não tem nenhuma gostosa)

Pop drops

Pablo, o original, também está lá. E aqui, logo abaixo. Cantemos juntos então.

Pela manhã precisei de um carro de praça. Trajeto Itaim-Jardins, coisa rápida mesmo para a velocidade default de cágado do trânsito paulistês. No rádio do veículo, Amy Winehouse dizia que They tried to make me go to rehab, o taxista completava cantando dadaissed ‘no, no, no’. Juro.

Cara, Oscar é pácaralho inútil, né? Há muito tempo que a maioria dos melhores filmes produzidos no mundo passa longe dali, a premiação é chatíssima, as piadas são…er…me abstenho dessa parte e só o que vale a pena ali é rir da cafonice geral que é a tônica da parada. Mas esse ano, durante a yada, yada, toda rolou um chat engraçadíssimo no Goma de Mascar. Se estiver a fim de uma popada passa lá.

Voltando à minha reclamação sobre o Mega Drive Portátil comprado nas Americanas: o site me enviou outro, igualzinho, novinho e sem custo nenhum (a não ser a sola de sapato gasta até agência dos Correios para postar de volta o primeiro aparelho, o defeituoso). Muito bem, Fliper. Enfim, o bichinho chegou, vem funcionando bem e me diverte na hora de dormir e após o almoço. The Revenge of Shinobi comendo, mas faltou um Streets of Rage e algum joguinho de esporte, quem sabe um Lakers Vs. Celtics (ok, não era da Sega, então não ia rolar de qualquer maneira).

Falando em The Revenge of Shinobi, procurando por algum link do jogo no Deus G, encontrei no My Space uma banda britânica também chamada de Revenge of Shinobi (sem o “the”). Escrevi essa notinha por pura curiosidade, pois achei a banda quase boa. Só. Quer ouvir? Tenta aí.

Bichodomatismo

Acho que todos, em algum momento da vida, já passaram por um ou mais momentos em que foram acometidos pelo bichodomatismo.

O bichodomatismo é aquela síndrome que ataca quando você se depara com uma situação que não faz a mínima idéia de como resolver ou até faz, mas o medo de um possível constrangimento na realização da tarefa é maior, fazendo com que você apele para uma discreta evasão do local ou uma fuga desesperada mesmo.

Boa parte dos exemplos de bichodomatismo ocorrem quando o sujeito está saindo da adolescência e os primeiros problemas burocráticos da vida adulta aparecem.

Banco. Lembra sua primeira vem em um? Seu pai ou alguém que não convém negar um favor mandou você descontar um jurássico cheque. Sim, as pessoas ainda usam cheque. É difícil entender como uns rabiscos podem transformar uma folha de papel em dinheiro, mas enfim, transformam. E aí você precisou entrar na agência, lotada, filas pra todo lado, velhinhas enroladas na operação do caixa eletrônico, motoboys com pilhas de contas a pagar, protestantes de fila reclamando que “só tem dois caixas pra tudo isso de gente” e você lá, sem saber o que fazer, segurando a droga de um cheque com dois riscos diagonais.

“Xiii, tá cruzado”, o protestante da fila olha pro cheque na sua mão e solta o alerta. Você não entende o que ele quis dizer, mas se apavora. Mostrar que não sabe do que ele está falando só vai piorar as coisas porque aí o mala vai montar em cima de você contando casos escabrosos de gente que estava com um cheque igual nas mãos e perdeu um olho ou teve um rabo crescido no alto da bunda por causa disso. Você percebe que a sua vez está chegando, o caixa não dá um sorriso, o que fazer quando chegar sua vez? Entregar o cheque e dizer que quer descontar? Oferecer uma flor, dizer que não sabe de nada, que foi o seu pai que meteu você ali naquela enrascada e que você quer ligar pra sua mãe? Não! O bichodomatismo ataca e você olha pro relógio, finge que esqueceu de qualquer coisa, solta em voz alta um “ah, não acredito, vou ter que voltar em casa!” e sai apressado da fila para voltar somente no dia em que possuir o domínio da operação. Pro seu pai você inventa que o banco estava muito lotado e você desistiu da fila ou que torceu a faringe ao tentar atravessar a rua pronunciando o nome do piloto de Fórmula 1 Heinz-Harald Frentzen cinco vezes bem depressa.

Os exemplos bancários são ricos e fartos, mas o bichodomatismo pode atacar em muitas outras situações: a primeira vez que você precisa pegar um ônibus para o lugar x e no desespero apela para um táxi, o dia em que foi assaltado e desistiu de fazer um B.O. ao se deparar com o ambiente de entrada da delegacia e também aquela ocasião em que um vendedor da Amway ou coisa parecida conseguiu arrancar uma grana sua porque você ficou sem jeito de dizer que não queria aquela porcaria.

Outra curiosidade sobre o bichodomatismo é quando você se vê na situação típica onde a síndrome pode atacar, entra em estado de barata tonta frente ao desafio que se impõe e, contrariando a regra, consegue resolver o problema.

Então você chega em casa ou no trabalho em estado de vitória interna. Tentando não exagerar na pequena alegria que toma conta da sua existência, você conta o que acabou de passar para alguém, esperando algum tipo de reconhecimento ou elogio quem sabe, mas ao ouvir sua história a pessoa se limita a dar um sorriso ou comentar coisas do tipo “é, uma vez também demorei um tempão naquela fila”.

Coisa pra caralho

A Brazzil Magazine é um site informativo para gringos que, por um motivo ou por outro, passarão um tempo aqui na terra de Zezé Macedo. Ainda não explorei a fundo, mas pelo que saquei o site é produzido em esquema colaborativo, ou seja, quem tem uma experiência interessante para compartilhar vai lá e…compartilha, ué. O Léo (linkado pelo Twitter devido à falta de blog) esteve por lá e me enviou esse texto aqui, praticamente um dicionário português-inglês de palavrões e expressões chulas.

Veja alguns (apenas alguns, lá tem muito mais) sinônimos que a gringalhada listou para:

- Ânus: apolônio, carimbo-do-icó, chambica, Gregório. heliodoro, meia-cômoda, sim-senhô, tripa-gaiteira. zebesquefe.

- Clitóris: berbigão, carlotinha, espia-caminho, camarão, marisco-pedra, sambico, sambiquira, tamatiá.

- Ir ao banheiro (número 2): pagar o Bernardo.

O que mais impressiona é a quantidade de sinônimos para o equipamento entrepernas feminino. Não fui louco o suficiente para contar, mas devo dizer que a lista era tão grande que o bloco de texto ocupou toda a tela do meu monitor de 17” em resolução 1280×1024.

Já ouvi antes

Referência, plágio, cópia, citação. A definição das fronteiras varia de acordo com o criador.

Particularmente, acho que nada substitui a sinceridade. Se quero usar, prefiro entrar em contato com quem fez, explicar a idéia, negociar direitos, contratar o autor. Por aí;

Mas então vamos lá, nova campanha da Tilibra, entrou no ar esses dias:

E agora Young Folks, hit de Peter, Bjorn & John, de 2006.

É uma bandinha indie dessas que se reproduzem como Gremlins em contato com água. Aposto que os direitos da música não sairiam lá tão caros, mas enfim.

E aqui uma outra coincidência sonora bem antiga, mas que pouca gente reparou: abaixo segue a abertura do segundo filme em que o governador da Califórnia interpreta um robô fortão do futuro. Ouça com atenção o tema.

Agora concentre na audição da trilha que normalmente o Itaú coloca de fundo em todos os seus comerciais institucionais.

Talvez eu esteja errado, mas uma marca perde credibilidade junto ao consumidor caso o mesmo a reconheça como, digamos, não muito original na hora de comunicar alguma coisa, não?

Pois é, essa opinião parece ser de fácil aceitação, o problema é que a prática não confirma nada disso. Aliás, nessa mesma prática, pouca gente percebe essas pequenas mentiras que as empresas costumam nos contar ou, quando percebem, não ligam e continuam comprando ou mantendo seus comportamentos de consumo.

Por exemplo, lembra uns anos atrás quando o Merthiolate foi retirado das prateleiras pelo Ministério da Saúde por simplesmente ser inócuo? Então, o laboratório fez uma nova fórmula e o produto voltou às farmácias da esquina. A propaganda de relançamento alardeava, por meio de um confiável José Wilker, que agora o produto “não arde mais”.

Beleza, então passaram anos vendendo um troço que doía pra cacete quando sua mãe aplicava à força no ralado do seu joelho (e que não servia pra nada, só ardia) e agora voltam dizendo nas entrelinhas o seguinte “que ficou tudo bacana e nem arde mais, pode comprar”?.

É a mesma cara de pau do McDonald’s ao destacar nas fritas o selinho “0% de Gordura Trans”. Pô, mas um tempinho atrás tinha a droga da trans lá e eles vendiam aquilo com o maior sorriso de palhaço do mundo.

Não seria mais sincero informar esse tipo de coisa de maneira mais formal e não como uma suposta vantagem do produto? Então quem comprava antes era o que, trouxa? Opa, acho que chegamos no ponto e…qual era o raio do assunto, mesmo?

Roleta

Ei, Eu quero essa camiseta.

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Ó o link aí.

A pior cena de luta de todos os tempos

Sempre digo que fãs (fãs no geral, de qualquer coisa) são a segunda pior praga que já aconteceu ao planeta. Só não ocupam a primeira posição porque essa eu prefiro deixar aberta para uma outra desgraça, pois as coisas sempre podem piorar.

Por exemplo, o fã de Star Trek, como é que pode? Sério, tem coisa mais chata que Star Trek? (ok, eu sei que tem um monte, mas se eu começar a listar vou precisar de outro blog).

Veja a cena abaixo e me diga quem, a sério e em sã consciência, com mais de 10 anos completos pode ser fã desse negócio.

Sim, eu também ri, mas a série não é de humor e nem uma produção nipônica infantil, isso é que complica as coisas.

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