Arquivo para Maio, 2008

Notas do ego

Quinta, enquanto esperava minha média para viagem, metade marguerita, metade baiana, os motoboys da pizzaria assistiam na TV o programa de clipes do Multishow.

- Ó, vem ver, é aquele da Britney com a letra traduzida!

- “…você quer um pedaço de mim?”, ow, mano! Claro!

- Má é gostosa, né?

Breve jabá pessoal: projeto novo da RMG, novo site de Kuat. Por enquanto temos no ar o manifesto de lançamento da campanha e o blog Colectivo. Conforme o planejamento definiu, mais atrações serão acrescentadas nos próximos meses. Ah, os posts no blog Colectivo foram humildemente escritos por mim. Confira lá, tem umas paradinhas interessantes.

5 vídeos que deram pro gasto nos últimos tempos:

- Pug Persistente
- Para você que ainda não tem site
- Adnet, Quiabo e Calabresa imitam malhação
- David Blaine Street Magic (é uma série, se gostar desse, veja os outros relacionados)
- Campanha indiana para uso de camisinha

Red Light District

Dos lugares que não gosto em São Paulo, certamente aquele que mais vou é a Augusta.

Claro que minhas frequentes idas ao local não ocorrem por vontade própria. Ando por lá muito mais pelas combinações de noite da namorada e dos amigos do que por qualquer outra coisa.

Os lugares vivem lotados, é difícil transitar pela apertada calçada e tem posers deslumbrados demais pro meu gosto circulando na área. Não, não tenho absolutamente nada a ver com a escolha de pose que as pessoas fazem, mas tenho o direito de optar por não estar no mesmo local que essa gente.

Mas as razões do parágrafo anterior não são lá muito relevantes, do contrário seria melhor mudar de cidade, pois lotação máxima e deslumbramento não são exclusividades da Augusta.

O que mais me incomoda na área são os malas de bar. E a Augusta provavelmente possui a maior densidade demográfica de chatos de bar do mundo.

Não é apenas o pobre coitado morador de rua que pede um cigarro, esse não tem muito o que fazer além disso mesmo, não se pode culpá-lo.

O problema é o vendedor peruano de badulaques da Bolívia, o traveco distribuidor de flyer que acha engraçado repetir gírias gays que você escuta até no Zorra Total, a dupla de músicos bêbados vendendo CD a 5 reais “pra divulgar esse nosso trabalho”, o poeta alternativo que enche o saco até que você compre um poema que ele faz na hora, a vendedora de balas que jura querer apenas um prato de comida, o barbudo misterioso de visual ZZ Top que tenta se infiltrar em qualquer rodinha de conversa contando das suas loucas viagens pela América do Sul ou o drug dealer intimidador que julgou sua turma como potenciais clientes só porque alguém riu mais alto.

E esses são só alguns.

Dar papo pra esse tipo de chato pode ser divertido pra quem carrega doses de bom humor na carteira ou chega na rua pela primeira vez. Não é o meu caso.

E por toda a falta de apreço que tenho pela famosa via, lamento muito a mudança de endereço do Studio SP da Vila Madalena para a Augusta, mas como a minha opinião não vale nada, logo, logo estarei por lá como boa mulher de malandro que sou.

Supremacia Pires

Ele zoneou o Afeganistão, cagalizou o Iraque e, segundo o documentário-hit entre nerds paranóicos, ele e sua turma foram os responsáveis pelo colapso das duas torres e não os enfezados de turbante (se eu fosse você, assistiria esse documentário, sério mesmo).

O que pouca gente lembra nesses tempos de hypes que se vaporizam como padres que sobem aos céus é que, Bush filho, ao primeiro dia do décimo mês do ano dois mil e três de nosso senhor, ouviu Alexandre Pires cantar Garota de Ipanema, assim, sem pressões ou ameaças de grosso calibre envolvidas. Ninguém precisava de mais provas, o fato apenas reforçou o que todos sabiam: isso não tinha como acabar bem.

Mas e quando o cara mais poderoso do mundo for o negão gente boa, qual será o artista brasileiro a protagonizar cena semelhante a de Alex?

O povinho hiperconectado vibraria com o CSS cantarolando Farofa-fá pro hômi, mas, para obter um belo contraste de cores, aposto em Ovelha executando Meu Ébano, aquele recente sucesso que é pura melanina cheirando a paixão.

Embalagens da minha vida – Forte Apache

Passei horas da minha infância admirando a ilustração da caixa do forte. Contava o número de índios atacando a paliçada, a quantidade de confederados visíveis defendendo a fortaleza, reparei até na poeira levantada pela carga da cavalaria nativa americana. Em vão, tentei reproduzir com as figuras de plástico do brinquedo toda a dramaticidade daquela batalha retratada na embalagem. Essa edição do forte era em madeira de verdade. No meu apareceu cupim.


Forte Apache Gulliver

A única imagem que encontrei na web do modelo que tive de Forte Apache foi essa. É pequena, mas é de coração.

Scrap

Em um intrincado processo que algum dia explico, o amigo Duda (temporariamente sem blog, por isso não linkado) deixou esse comentário no meu Orkut (levemente editado por razões de contexto).

“E eu lembro da Andrea Ramé, garota da capa edição de agosto do aniversário de 18 anos da Playboy.

Era a Playboy do suicida.

Um cara tinha se jogado lá do prédio que eu morava e tinha a assinatura da Playboy, aí eu e um amigo roubávamos a Playboy do suicida.

E a primeira foi a da Andrea Ramé. Edição especial, de luxo. Letras douradas. Era a punhetinha do demônio. Aquela com complexo de culpa, afinal, roubar Playboy de suicida é foda.

Hoje em dia acho que o cara olhava pra gente lá do limbo e achava tudo do caralho.”

Belém pictórica

Atração de Belém

Ela veio ainda agora, aqui na frente da casa dos meus pais, e entregou o cartão. Amanhã de repente passo lá e faço um vídeo do gatinho.

Il re di patate

Rocco Siffredi é um cara que admiro. Ficou rico fornecendo entretenimento adulto de altíssima qualidade para milhões de pessoas ao redor deste globo imundo. Isso é honesto.

E ainda agora li esse post no Uncool Hunter contando a história do comercial de batatinhas fritas que o Rocco fez ano passado, na sua Itália natal.

Lá na bota, o termo para a batata chips é “patata” e também é usado para se referir à Ana Carolina das moças.

Já tinha visto a peça, mas não sabia do bafafá todo que causou, até porque o comercial não tem nada de genial (mas é divertido, vai), o sucesso se deve unicamente à polêmica. Seria mais ou menos como chamar o Frota pra anunciar biscoito (“aê, já molhei o bishhcoito muitashh vezeshh, mashh nada como molhar o novo Recheado da Bauducco no leite). Buttman que me perdoe por comparar Rocco ao Frota. O brasileiro ainda tem que comer (rá) toneladas de feijão pra chegar perto do Jesus da pornografia.

O vídeo abaixo resume o caso todo (apesar de ter o Rocco no meio, pode ver no trabalho sem problemas).

Reparou no quadro pendurado na parede na última cena do comercial?

(o título deste post é “O rei da batata”, a tradução para o italiano é do Google, se estiver errado reclame lá)

CQC

Ontem o CQC apresentou uma matéria feita pelo Rafael Cortez na Cúpula da América Latina, Caribe e União Européia realizada esses dias no Peru. Melhor coisa do novo programa até o momento.

O CQC estreou meio sem graça, mas vem melhorando a cada semana. A edição de ontem já foi sensacional.

A inevitável comparação com o Pânico é covarde. O programa da Rede TV atualmente mais parece a versão televisiva de um desses blogs engraçadinhos-ruins como o Kibe Loco e suas centenas de clones, enquanto que o do Marcelo Tas chegou em outro nível de conversa.

Abaixo, em duas partes, a matéria do Cortez (os políticos latino-americanos podem ser uns bocós trapalhões, mas observe como são simpáticos perto da líder Alemã e outra: não deixe de reparar na gafe que o repórter comete com o presidente do Equador no segundo [e melhor] vídeo).

Angústia

O aperto aperta ainda mais quando é apertado por algo que naturalmente já te apertava. O problema do apertável ser ainda mais apertado é que uma hora ele escapole.

One more

Acabei de ver no altovolta. É mais um hit instantâneo do embromation popular, o embromation moleque, aquele de várzea.

Segundo a descrição no youtúbiu, o cara é primo do hômi.

Próxima Página »


Você está muito ofendido por algo escrito aqui ou gostaria de depositar qualquer quantia em minha conta bancária? Escreva já: doda.doda@gmail.com

Tamo lá

RSS Ressaca Moral – As últimas

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

Ó as tuítada aê

  • E o meu membro trajando um belo terno, não? 4 hours ago
  • "Meu, puta fotografia." 4 hours ago
  • É porque eu como muito cocô. 4 hours ago
  • Aí nem tudo é ironia, beleza? Prestigie o nosso trampo e vote Talent para agência do ano no Caboré. http://www.talent.com.br/votetalent/ 12 hours ago
  • Amigos que estão com esse ocupado mentiroso na dupla msn/gtalk, me chamem. Também estou enrolando à espera da bebida noturna. 16 hours ago
  • É cintilante o momento vivido pelo pagode 90 entre a jovem intelectualidade deste país. Dá gosto de ver, derê, derê. 17 hours ago
  • Promoção: me dê um #FF e ganhe um blogspot totalmente de grátis. Clique e saiba mais. 17 hours ago
  • Olá, se você pretender encaixar o seu pé em uma jaca hoje e gostaria de uma companhia pra cima, leve e divertida, tô aqui. 1 day ago

a

Também ocupo espaço em

 

Maio 2008
S T Q Q S S D
« Abr   Jun »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031