Arquivo para Agosto, 2008

Lição de vida & negócios

Após duas quase inúteis horas de reunião, havia pelo menos um consenso.

- Ok, já sabemos que não temos verba pra entrar forte na TV, então a idéia de usar o ator no cartaz do ponto de venda parece ser uma boa opção.

E lá o chefe interrompe.

- Qual o carro do cara que tem uma renda mensal de 12 mil reais?

- Sei lá, um Civic, Vectra…

- E pra onde esse cara viaja?

- Já conhece a Argentina e o Chile, deu uns dois pulos na Europa e deve estar planejando o terceiro agora.

- E se eu te disser que esse cara é dono de duas padarias e uma loja de material de construção na zona leste, que o carro dele é uma Kombi e que tudo que ele conhece fora São Paulo são as praias da baixada santista?

- Er…

- Pensa nisso. Pensa.

E saiu da sala. Tinha acabado de ler a Meio&Mensagem.

Plus 1: dê fresco para os seus pés (rá, sacou?)

Plus 2: o melhor videogame portátil do dia.

Bichanos dos ares

E a China surpreende mais uma vez. Agora encontraram gatos com asas por lá. Isso mesmo, felinos domésticos equipados com artefatos aéreos e naturais.

Sabe o que isso quer dizer? Ou melhor, sabe o que isso confirma? Que o Laerte, além de gênio, é um profeta.

Esperança solitária

É bom lembrar: nem todo blog xingado é bom, mas todo blog que não recebe xingamento é uma merda.

Estou feliz porque hoje o Placa recebeu seu primeiro comentário indignado – aqui nesse post – sobre a goleira da seleção americana de futebol, a bonitinha sem sal Hope Solo.

Valeu, Hope. Agora temos esperança (rá, sacou?) de que o Placa pode chegar a algum lugar mesmo recheado de piadinhas ruins como essa.

Os pessoal posta por aí

- Sessão da Tarde Chamada Generator
Via Goma de Mascar

- A melhor música baseada em Batman de todos os tempos
Via Bigotron (um lugar de mau gosto)

- Gordinhas que o Damaso ama: Dani Calabresa
Via Placa na Cueca (o jabá que não sai mais daqui, aproveite e clique nos anúncios)

- O braço forte da lei (esse merece ser embedado aqui mesmo)

Via AltoVolta (sempre com belas observações que te pegam pela periquita)

Cabelo ruim e tatuagem manjada

Quase fui um universitário classe média culturete. Escapei por muito pouco, graças à minha miopia social à época. Não enxerguei divisões de tribo, mas percebi a tempo quais meninas eram as mais cheirosas.

Mas o mais chato do universitário classe média culturete sem dúvida é seu gosto musical. Uma histórica mania de idolatrar artistas picaretas que traduzem sua originalidade de boteco em três erres: raiz, resgate e raiva.

Raiz. É como classificam a cultura que propagam.

Resgate. Eles dizem promover. Sim, da tal cultura de raiz.

Raiva. Eles disfarçam, mas sentem. Seria o antigo “ódio contra o sistema”, mas como nesse mundo de cultura fragmentada ninguém mais sabe apontar onde diabos está – ou se ainda existe – o tal “sistema”, fica claro que o sentimento externado é a mesma velha raiva de sempre, ou seja, a raiva de quem você mesmo já foi um dia ou daqueles que cometeram, apenas, o erro de ser diferentes.

Plus: como já demonstrado outras vezes aqui e no Ressaca, fazer letra picareta é mais fácil que postar bobagem em blog. Se todos fizerem suas próprias composições ruins, ninguém mais precisará aguentar esse tipo de artista. A minha parte estou cumprindo. Saca só a pretensão vazia que não pára em pé.

Enche, seca e altar
(Dodel do Sovaco Emplumado)

Hoje o mato pega zabumba, zé pereira
Afresco, chicote, maracatu, maria tonteira

O vento sopra e amorde o lamaçal
Sertanejo vira pássaro
sonha com a água, come mal

Quem disse foi Simião menino
Aquele das perna de barro
Dos cambito franzino

Por essa terra o amor já miou
Mas nesse mundo de secura
Um amante por paixão cegou

Cabana bacana
Não acaba na boa

Mais gente

Lavínia já fumou toda a maconha que viu ou farejou pela frente, por trás e pelos lados. Atualmente namora um evangélico e por conta disso passou a pensar que Deus pode ser um troço legal. Ontem ela abriu as calças dele (do namorado, não de Deus) e caiu de boca no empreendimento do moço. Ele gostou, mas ficou sem graça e já pensa em terminar.

“Uma pessoa que”. É assim que Daniel se define para qualquer coisa. “About me: uma pessoa que adora chocolate!”. “Bio: uma pessoa que AMA Madonna e Michel Gondry!”. “Who I am: uma pessoa que fala demais quando não deve! KKK!”. Daniel opina sobre tudo: música, futebol, cinema, TV, games e tecnologia. Não fala sobre política porque acha que não vale a pena, pois é “uma pessoa que não acredita em pilantras”, declarou certa vez, perto das eleições.

Cristina estudou cinema em uma faculdade particular e, depois de um tempo ralando em publicidade, faturou um concurso da secretaria de cultura e levou uma grana pra fazer um curta. Pegou a câmera e colocou idosos pobres pra falar. Na cena final, enfiou trinta e duas cabras passeando entre poltronas ao ar livre. A trilha sonora foi do Claudinho, amigo de longa data que já teve duas bandas tristes que ninguém conheceu.

Cinco tunas para uma vida menos ordinária

1 - Tunak Tunak Tun, clássico webhit de Dahler Mehndi, sucesso dos primeiros tempos do Youtube.

2 – Tuna de Medicina de Coimbra executando ao vivo a clássica Balada, integrante do álbum Cantar de Estudante, de 1994.

3 – Tuna, o gato valentão, encara Dakota, a cadela bobona.

4 – Tunarama – o festival australiano de arremesso de atum faz uma vítima. Homem e atum passam bem, até porque o atum já estava morto.

5 – Tuna Luso Brasileira, terceiro time mais popular da capital do Pará, enfrenta o ardiloso Castanhal pelo Parazão 2008.

Diminuto tamanho

Os dias passam e a pequenez continua mostrando que é o elemento mais abundante no planeta.

Os grandes vencedores da história contam sempre com a pequenez para triunfar. E não estamos falando de César ou Átila, esses são vencedores raros, que pisam na terra de vez em quando apenas.

Vencedores comuns, em maior número por aí, sabem que a vida é curtinha, rápida o suficiente para focar apenas o que interessa e tentar sair da empreitada ileso.

Pra ficar somente em exemplos pouco nobres, imagina um Barbalho ou Sarney brigando em caixa de comentário de blog, enviando e-mail indignado com a situação dos direitos humanos na China ou fazendo campanha na mídia contra a proibição de placas de outdoor nas ruas de São Paulo?

Não, isso é ocupação das massas, miudezas que, infelizmente, esses caras tiveram talento pra sacar.

Isso porque a parte mais difícil da pequenez é identificá-la.

O problema é que, na maioria dos casos, as pessoas classificam tudo como muito grande, quando a saída é justamente pensar o mundo como um lugar povoado de coisas pequenas.

A partir daí pode-se começar uma seleção do que é um pouco maior, do que é mais crescidinho e, aí sim, achar coisas grandes. Que são bem poucas, é bom lembrar.

Grandes sujeitos cujas ausências preenchem importantes lacunas

Lecy Brandão - Uma das melhores profissionais da segunda profissão menos importante do mundo – Comentarista de Desfile de Escola de Samba, como cantora Lecy não alcançou a mesma projeção. Em recente pesquisa, 98% dos entrevistados afirmaram nunca ter escutado uma música de Lecy Brandão, os outros 2% a confundiram com Alexandre Pires depois de um grave caso de Hepatominíase e declararam lembrar da canção que grunhia os versos “chega de plantar loucura no campo do meu sentimento”.

*reaproveitamento de restos do ressaca detected.

Pití

E daí se o sueco Ara Abrahamian atirou além do horizonte a sua medalha de bronze? Pô, é um bronze, tem mais é que tacar fora mesmo.

Então, saca aí embaixo a cena completa, desde a luta que fez a moça espumar de raiva até o momento em que a moedinha bronzeada levou um pé na bunda. Peço sua atenção, mas toda a atenção mesmo aos momentos iniciais do combate.

Cara, eu nunca tinha visto luta homo-romana na vida, não conhecia esse golpe da formiga fujona. Em que momento da história isso deve ter sido inventado? Quem terá sido o lutador que introduziu a presepa no rol básico da modalidade? E deve ter havido algum tipo de regulamentação posterior do golpe por parte das entidades responsáveis pelo esporte e, no meio de todo o processo, ninguém achou que havia algo estranho na parada?

Mas há esperança. O cara que ficou com a prata é húngaro e se chama ZOLTAN FODOR.

Vamos lá, ZOLTAN FODOR poderia ser um bom nome de:

- Mágico de pornochanchada

- Leão de circo

- Ator pornô (óbvio)

- Prato típico da Albânia (“ah, hoje eu vou querer um bacalhau Zoltan flambado no Fodor”)

- Vilão em filme dos trapalhões da safra 79-85

Mais sugestões? Comentários.

Update em 16/08/2008: os enérgumenos do youtube tiraram o vídeo do ar e não consigo achar outra versão, assim que rolar eu recoloco a baitolagem aí.

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