A língua evolui quando alguém se toca da falta de prática de alguma coisa.
O trema, por exemplo, hoje em dia serve apenas para o word sublinhar de vermelho algumas palavras e causar aquela sensação de incômodo ao passar o olho na tela e perceber que o filho da puta do programa está apontando como erradas um monte de palavras que você tem certeza de ter escrito corretamente.
Defender a pureza da língua é o caralho, a reforma ortográfica ainda está pegando leve demais com muita coisa. A cedilha, veja só, é apenas um C fazendo cocô fino causando constrangimentos em e-mails corporativos quando alguém saca aquele “voÇê” da cartola. Nós temos o SS, chega de dificultar a fabricação de teclados exigindo a inserção em nossas vidas dessa aberração (aliás, palavra que faz muito mais sentido escrita desse jeito, ó: aberraSSão).
E a crase, ninguém vai se mexer para dar um fim nessa coisa? Sério, a crase atualmente só guarda duas funções: permitir que a professora de português desconte ponto do Pedrinho e abastecer aquela patrulha de comentaristas imbecis de blog, sempre prontos para apontar um erro gramatical no texto, mas nunca preparados para discutir uma idéia.
Chupem, acentos.



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