O voo da ideia

A língua evolui quando alguém se toca da falta de prática de alguma coisa.

O trema, por exemplo, hoje em dia serve apenas para o word sublinhar de vermelho algumas palavras e causar aquela sensação de incômodo ao passar o olho na tela e perceber que o filho da puta do programa está apontando como erradas um monte de palavras que você tem certeza de ter escrito corretamente.

Defender a pureza da língua é o caralho, a reforma ortográfica ainda está pegando leve demais com muita coisa. A cedilha, veja só, é apenas um C fazendo cocô fino causando constrangimentos em e-mails corporativos quando alguém saca aquele “voÇê” da cartola. Nós temos o SS, chega de dificultar a fabricação de teclados exigindo a inserção em nossas vidas dessa aberração (aliás, palavra que faz muito mais sentido escrita desse jeito, ó: aberraSSão).

E a crase, ninguém vai se mexer para dar um fim nessa coisa? Sério, a crase atualmente só guarda duas funções: permitir que a professora de português desconte ponto do Pedrinho e abastecer aquela patrulha de comentaristas imbecis de blog, sempre prontos para apontar um erro gramatical no texto, mas nunca preparados para discutir uma idéia.

Chupem, acentos.

3 Respostas para “O voo da ideia”


  1. 1 William Setembro 30, 2008 às 2:40 pm

    Concordo plenamente com voSSê aliás outra coisa que me incomoda bastante é o fato de que eu tenho certeza de que o nosso tão querido amado idolatrado e agora porque não pop presidente Luís Assinácio Lula da Silva resolveu assinar o decreto mas eu acho que ele deve ter dado la a carimbada com o dedo polegar com certeza.

    Perdoe os erros gramáticais de mim porque eu ainda estou transitando entre o que eu aprendi na escola (creio que devo ter aprendido alguma coisa) e o que eu vou ter que aprender agora.

  2. 2 Karla Nazareth Outubro 1, 2008 às 11:14 am

    Vai demorar para retirarem letras, já que mal colocaram outras três inúteis no alfabeto. K W Y só servem mesmo para nomes próprios e estrangeirismo. Por isso, apoio dar a mesma ênfase ao “ç”. Por exemplo, Çilvia, Clariça, Çamuel, Çolange etc. Esse é o espírito.

    Doda: droga, eu concordo em gênero número e adjunto adverbial.

  3. 3 Guidje Outubro 10, 2008 às 6:30 pm

    achei uma merda…

    acho a trema fundamental: cinqüenta é “cuenta” e não “kenta”… só q daqui a cinkenta anos ninguém vai lembrar disso… e, na boa, não vai fazer a menor diferença… d qq maneira, sou contra!! (alguém tem d discordar, né!?)

    Doda: ah, uma galera discorda, a maioria eu diria, quanto a isso fique tranquilo :-)


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