Arquivo para Setembro, 2008



Festival Se Rasgum ou um post mal pago

Pra não perder o costume, vamos de jabá em nome dos parceiros de crime.

Nos próximos dias 19, 20 e 21 de setembro, lá na minha distante Belém, os irmãos mais uma vez lutam contra tentam cooptar o sistema e organizam a terceira edição do Festival Se Rasgum.

Esse ano são 30 e tantas bandas e, se lá eu estivesse, com certeza beberia algumas cervejas a menos para conseguir apreciar em sua plenitude as apresentaçãoes de Autoramas, Curumin, Shout Out Louds (suecos que suarão como porcos no nosso calor) e todas as outras grandes patifarias que farão a juventude dourada da minha terra levantar os suvacos neste que é o maior festival independente da Amazônia legal (esse parágrafo ficou de um puxassaquismo sem vergonha, mas é sincero [cobrarei minha parte em camiseta depois]).

Logo aí tá o flyer da bagaça com maiores informações (clica que amplia), mas sendo você de Belém ou não, visite também o site dos meus amigos manés. Esse ano tá muito mais bonitão e cafajeste do que os anteriores (foi um belo trabalho da turma de outro mané bacana).

Camiseta interna 004

Cinco camisetas muito legais pra você usar de peito aberto e rebolando as cadeiras.

Notas do ego

“fotos do orkut do douglas o doda de gravataí”. Hoje pela manhã chegaram aqui buscando essas tais fotos. Temos aí quatro opções:
a) Douglas é um cover do Doda cavaleiro.
b) Douglas é um sósia meu.
c) Douglas está mal das pernas.
d) Gravataí está mal de sósias.

Após investigar essa busca aí do Douglas, chequei estatísticas gerais e vi que, em um ano, 339 pessoas chegaram até aqui pesquisando por “como montar uma banda”. O fato de existirem 339 pessoas interessadas em montar uma banda (e aparentemente sem saber como) significa um futuro ainda mais sombrio para a humanidade, pois imagine que o número total de interessados em prosseguir com um projeto desse tipo deve ser umas 129 mil vezes maior que esses 339, já que esse aqui é apenas um bloguinho de nada lido por você e pela minha irmã.

(só por curiosidade: 339 vezes 129 mil dá um total de 43.731.000 [quarenta e três milhões e setecentos e trinta e uma mil] pessoas sem talento tentando montar bandas. Se no meio de tudo isso surgir mais um Vanguart ou Marcelo Camelo, por exemplo, já será razão suficiente para acreditarmos que o melhor desfecho para a crise na baía dos porcos teria sido o aperto do botão “Launch”)

O quarteto de cavalos é um dos melhores sites inúteis do mundo dessa semana. Clique alternadamente nos animais, deixe-os cantar, faça a sua própria canção. Vamos, homem!

Gostei desse gif. Desde moleque odeio Goonies. Gostei desse gif. Desde moleque odeio Goonies. Gostei desse gif. Desde moleque odeio Goonies.

Cara, e o meu time conseguiu cair para a recém-criada quarta divisão do futebol nacional. Se o Remo existir até 2009, teremos a honra de inaugurar o primeiro Campeonato Brasileiro da série D. A pobreza do meu estado é triste. Não apenas a financeira, mas as outras todas que ajudam a alimentar o círculo de miséria geral. Eita, Pará gostoso.

Esquindô

Vamos lá, rapidinho, três celebridades sambistas insuportáveis e três motivos para o seu lento extermínio com veneno para ratos e comida da Brevitá.

Jorge Aragão
- Por cantar aquela música do barraco que desabou no raio que o parta
- Por ter cometido uma versão de ave maria sei lá onde no cavaquinho
- Por usar bandana

Martinho da Vila
- Por cantar aquela música das mulheres da puta que o pariu que ele diz já ter possuído
- Por nos agredir com a canção do é devagar, devagarinho
- Por jogar no mundo uma filha cantora pior do que ele

Zeca Pagodinho
- Por cantar aquela música da vida que deixa levar pro diabo que o carregue
- Por colocar na boca dos engraçadinhos do escritório gírias imbecis de comercial de cerveja
- Por glorificar o estereótipo do filho da puta que leva a vida na flauta

Camiseta (mais ou menos) interna 003

Estampas para camisetas do Ressaca que nunca serão produzidas (clica que amplia um pouquinho).

Particularmente, gosto muito da estampa do Marcelo Galinha e do nosso grande Messias Jardan.

Você compraria alguma? Responde sim aí que eu mando fazer e entrego na sua casa (pisquei).

Massa

Segundo as matérias que se repetem a cada Dia da Pizza (10 de julho) ou aniversário de São Paulo (25 de…ah, qualé), são consumidas 1 milhão de redondas na cidade por dia.

Uma minoria de pizzas não levam azeitonas e muitas recebem mais de 4. Então vamos colocar uma média de 4 mesmo por pizza, totalizando 4 milhões de azeitonas distribuídas por dia na capital paulista.

Como boa parte das pessoas não come as azeitonas, vamos dizer que são excluídas do convívio social 2 milhões delas diariamente. 730 milhões por ano.

Uma única azeitona tem, em média, 11 calorias, o que dá pouco mais de 8 bilhões de calorias inutilizadas anualmente.

Se considerarmos que o consumo de umas 1.600 calorias diárias é mais que suficiente para uma pessoa comum não morrer desnutrida, a quantidade de azeitonas de pizza jogadas fora por ano em São Paulo seria suficiente para alimentar 5 milhões de pessoas de maneira satisfatória por um dia.

E nada disso tem alguma coisa a ver com aquela pessoa que resolve enfrentar uma – em tempos de internet – inexplicável fila para comprar ingressos do show de uma popstar, se sujeitando a empurra-empurra, desrespeito dos produtores, peitada de (criminoso) cambista e ainda pagando mais caro pelo show do que o equivalente europeu. Ou melhor, até tem se o assunto for desperdício.

Não sei, talvez, quem sabe.

Ismartifone

Mas ninguém no mundo do design, tecnologia, moda ou revenda de carros teve voz pra dizer que esses smartphones são horrorosos? É uma mistura pós-art toscaux de Pense Bem com a calculadora da vovó (a minha tinha uma, ela jogava no bicho profissionalmente e tinha domínio da máquina).

E nas grandes cidades brasileiras, em qual momento do seu dia você tira isso do bolso e usa as funções não-telefônicas dele sem medo de ser roubado? Ah, no aeroporto, na empresa, na sala de espera do otorrinolaringologista? Se você não é corretor de imóveis ou garçom, sinceramente, dá pra esperar um pouquinho até chegar no computador mais próximo, afinal, tenho certeza que você não está envolvido em nenhuma negociação de paz urgente entre países do leste europeu ou sendo investigado pela polícia federal por comandar o país por debaixo dos panos (Daniel, você não lê este blog, lê?).

Mas essa é apenas a minha opinião e, ora bolas, cada um com suas manias. Eu mesmo, quando percebo um apressadinho, adoro sair devagar da escada rolante do metrô só pra sacanear o cara e ouvir aquele “tsc!” que o apressado de metrô adora soltar quando alguém está exercendo seu direito de ir e vir em um ritmo diferente do dele.

Mas o que…

A comunidade “O que acontece com o mundo?” conta com mais de 800 mil participantes. A descrição pergunta ao leitor cadê o respeito entre as pessoas, indigna-se com o racismo, as guerras, a miséria e os preconceitos ainda existentes neste século XXI que se inicia. Também lembra que o meio-ambiente é outro grande sacaneado nesse mundão aí do seu deus e que isso é uma tremenda parada errada. A foto da comunidade é de uma criancinha africana que exibe apenas pele e osso.

Sem ler absolutamente nenhuma discussão no fórum da comunidade (ninguém precisa disso mesmo), fica uma sugestão de mudança de nome: ao invés de “O que acontece com o mundo” tentem “ingênuos unidos para aliviar suas culpas de maneira confortável na web”.

E aqui vai um pequeno exercício teórico sem qualquer propósito: cada vez que uma situação difícil bater na sua praia, use o nome da comunidade pra tentar se safar da ocorrência.

Fazendo um cocô emergencial no banheiro da boate:
“Uuuugh, mas o que acontece com o mundaaargh?!”

Ao abaixar a calcinha da moça e farejar um certo futum:
“Hmmm, o que…[snuff]…[snuff]…acontece com o…bacalha, digo, mundo?”

Após o almoço, arrotando o peixe:
“UOOORRque acontece com o mundo?”

Ao caminhar por uma rua escura, perceber três caras mal encarados vindo na direção contrária e pensar em improvisar um rap para se safar do assalto iminente:
“Aê, cês deve ser os mano Marco, Daniel e Raimundo / Sistema, polícia, violência, algum truta me diz: o que diabo acontece com o mundo?”

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