Poesia vogon na mesa de bar. Houve tempo de refletir com alguma demora sobre devorar ou não o meu próprio braço esquerdo como único modo de chegar ao final do monólogo. Consegui evitar tal recurso pensando em recordações diversas.
O dia mais distante alcançado em pensamento foi aquele em que, no colégio, um – até segunda ordem – peido transformou-se em considerável freada semipastosa na cueca. No ‘recreio’, fui-me encostando pelas paredes – fazendo o possível para que ninguém me visse de costas – até o banheiro para lá me desfazer da roupa de baixo e tentar amenizar o que havia de estrago na região com providenciais folhas de papel do tipo mais íntimo. Creio ter adiantado, pois não lembro de encarnações escolares posteriores para cima de mim com o tópico cagão. Voltei relativamente limpo para as duas últimas aulas, mas com o bicho solto dentro da calça e uma pequena área externa do tecido denunciando, por meio de uma mancha, que atividades ilegais ocorreram ali, por debaixo dos panos.
Voltei. A poesia Vogon ainda se prolongava à minha frente, mas já extinguindo sua luz e enfraquecida diante de minha impavidez. Ao final, vitória. De altíssimo custo.

Não sei, de repente uma vontade de me disfarcar de Suzana Vieira viu.
Doda: tenho uma amiga que tem uma fantasia da Suzy no armário.