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Silvão

Das situações em que todo homem deveria contar com um narrador esportivo pessoal relatando o que vê: sempre que a menina chega lá graças às suas habilidades orais.

“…e olha lá, a moça começou a se tremer consistentemente, parece que ele achou o ponto, heim! Endurece a língua, mantém a rigidez que a mina curte, abre espaço lateral com os dedos…ai, minha nossa senhora da cavadinha, ela vai pegar pega fogo! É agora, é agora!”

É isso, né, papo de 2011. Abraços.

Ói ela aí

Já notamos a falta de um nome meia-cancha para o negócio das meninas.

Nós temos, por exemplo, o pinto, não tão grosseiro quanto o caralho e não tão bem humorado quanto peru, pipi e afins.

Mas elas, tadinhas, não tem como se referir à própria parada sem utilizar um termo pedreirão ou infantilizado demais.

A situação cria especial desconforto quando há interação amistosa (não necessariamente romântica) com as amigas.

Em certas conversas de bar, confissões de relacionamento ou papos levemente furados online em que precisamos citar a delicada, o momento sempre gera algum constrangimento ou pausa para que se encontre uma alternativa tranquila.

Deixo algumas sugestões, sem pretensão alguma de que sejam adotadas, o importante é iniciar o debate para que alcancemos um termo aceitável e feliz.

Confira comigo, logo aí, depois destes dois pontos:

- Linda
- Atriz
- Caipirinha
- Zooey (pra agradar as mina indie)
- Frida
- Festa
- Sófia (veja o acento, é a capital da Bulgária, não o nome próprio)
- Nutella

Seria um tuíte

De tão politicamente correto, incluiu uma cadeirante e uma senhora maior de 65 anos em sua masturbação.

Meias

Ao abrir a gaveta de meias pela manhã são mais ou menos uns 15 segundos procurando o par certo da mesma. Digamos que sejam usados 5 pares por semana. Temos então 75 segundos semanais empregados na procura de meias, 300 por mês ou 3.600 por ano, ou seja, uma hora no total.

Agora, organizando as mesmas meias já em pares desde o momento em que saem da máquina de lavar, são mais ou menos os mesmos 15 segundos entre a procura de pares dentro da máquina e sua consequente pendurada já em dupla no varal, sendo que, após a secagem, manter as meias em dupla ou embolotá-las juntas para não perder a casada na gaveta leva mais uns 5 segundos, então temos 20 segundos gastos por par de meia, 4.800 por ano – o equivalente a uma hora e 20 minutos.

Logo, deixar meias de qualquer jeito na gaveta é ganhar 20 minutos anuais a mais na vida, tempo suficiente, por exemplo, para dar três rapidinhas matinais com a patroa (é rapidinha, heim, não inclui preliminares, espera dedicada pela parceira ou tempo agarradinho pós-coito).

Scrap

Em um intrincado processo que algum dia explico, o amigo Duda (temporariamente sem blog, por isso não linkado) deixou esse comentário no meu Orkut (levemente editado por razões de contexto).

“E eu lembro da Andrea Ramé, garota da capa edição de agosto do aniversário de 18 anos da Playboy.

Era a Playboy do suicida.

Um cara tinha se jogado lá do prédio que eu morava e tinha a assinatura da Playboy, aí eu e um amigo roubávamos a Playboy do suicida.

E a primeira foi a da Andrea Ramé. Edição especial, de luxo. Letras douradas. Era a punhetinha do demônio. Aquela com complexo de culpa, afinal, roubar Playboy de suicida é foda.

Hoje em dia acho que o cara olhava pra gente lá do limbo e achava tudo do caralho.”

Coisa pra caralho

A Brazzil Magazine é um site informativo para gringos que, por um motivo ou por outro, passarão um tempo aqui na terra de Zezé Macedo. Ainda não explorei a fundo, mas pelo que saquei o site é produzido em esquema colaborativo, ou seja, quem tem uma experiência interessante para compartilhar vai lá e…compartilha, ué. O Léo (linkado pelo Twitter devido à falta de blog) esteve por lá e me enviou esse texto aqui, praticamente um dicionário português-inglês de palavrões e expressões chulas.

Veja alguns (apenas alguns, lá tem muito mais) sinônimos que a gringalhada listou para:

- Ânus: apolônio, carimbo-do-icó, chambica, Gregório. heliodoro, meia-cômoda, sim-senhô, tripa-gaiteira. zebesquefe.

- Clitóris: berbigão, carlotinha, espia-caminho, camarão, marisco-pedra, sambico, sambiquira, tamatiá.

- Ir ao banheiro (número 2): pagar o Bernardo.

O que mais impressiona é a quantidade de sinônimos para o equipamento entrepernas feminino. Não fui louco o suficiente para contar, mas devo dizer que a lista era tão grande que o bloco de texto ocupou toda a tela do meu monitor de 17” em resolução 1280×1024.

Como não pegar ninguém

Publicado originalmente sei lá quanto tempo atrás em algum lugar do Ressaca Moral.

Dicas infalíveis para você se dar mal e terminar a noite falando sobre futebol ou como quase agarrou aquela gostosa que acabou de ir embora.

Transporte
Elas caem matando em cima de caras com carros esportivos ou jipões, fuja destes modelos. Carros 1.0 com até dois anos de uso também não são recomendados, pois provam que você possui dinheiro para comprar um veículo novo. Para se dar mal de verdade, aposte em carros abaixo de 92, se possível com muitos acessórios, tais como películas, adesivos religiosos e/ou esportivos, penduricalhos no retrovisor e assoalho forrado com jornal por baixo dos tapetes.

Traje
Suas roupas são um dos fatores determinantes para o fracasso de sua conquista, principalmente se o local for fechado e ela não puder ver o carro em que você chegou. Uma combinação certeira para não pegar ninguém: camisa pólo em tom pastel pra dentro da calça jeans azul escura, pochete preta de couro, cinto trançado marrom, tênis de corrida branco com detalhes berrantes em verde limão ou amarelo maracujá, meias brancas e relógio de camelô Nike ou Adidas.

Atitude
Ao chegar no bar ou boate sua atitude também conta pontos para terminar a noite sozinho. Tente andar sempre com as pernas abertas e coçando o saco. Uma cuspida no chão após o gesto também pega mal. É importante abordar as garotas quando seu estado alcoólico não permitir mais distinguir uma tomada de um focinho de porco. Deixe suas intenções claras falando bem próximo do rosto da gata para que ela sinta seu bafo em toda plenitude e possa ter acesso aos respingos de saliva projetados pela sua fala. Não se preocupe tanto com estes detalhes caso você tenha chegado mal vestido e dirigindo um Chevette 89, o fracasso já estará garantido de qualquer jeito.

Cantadas
Neste ponto é fácil se dar mal. Mulheres dificilmente dão bola para cantadas, a não ser que estejam muito bêbadas ou que você seja rico e bonito. Como provavelmente não é este o seu caso, fique tranqüilo e aplique uma de nossas sugestões para levar aquele fora:

- Cantada A – “Oi princesa, sabia que é humanamente impossível alguém lamber os próprios cotovelos?”. Neste ponto, tente lamber seu cotovelo e logo depois, com uma expressão sexy e insinuante, proponha: “Quer lamber o meu?”.

- Cantada B – “Ei boazuda, Tudo isto aqui pode ser seu por apenas 10 reais”. Jogue sua bebida pelo corpo de modo que deixe seus mamilos molhados, passe as mãos sensualmente pelo seu tórax, termine mordendo o dedo mindinho direito e fazendo cara de cachorro pidão, ao final, arremate com a frase “mas pra você rola desconto”.

Sexo
Você está indo bem demais para quem queria se dar mal, se chegou até a cama suas chances de entrar pelo cano são bem menores. Mas não se preocupe, temos aqui mais três dicas matadoras para garantir que você vai acordar sozinho.

- Atuação A – Deixe-a na cama e peça para que ela lhe aguarde nua. Vá ao banheiro e vista-se de pajé amazônico ou xamã aborígene, coloque uma saia de palha de coqueiro e uma máscara tribal de madeira. Arranje também um par de maracas. Volte para o quarto remexendo os badulaques e rebolando como uma siriema no cio. Grite bem alto: “Huka, huka, huka! Aôôômmm..hala, hala, hala! Hola, hola, hola!”.

- Atuação B – Entre beijos e carícias preliminares, peça licença e arrume chantili e morangos na geladeira. Cubra seu rosto totalmente com o creme e coloque dois morangos nos olhos. Pule na cama batendo palmas e gritando com voz de palhaço “Hoje tem marmelada? Tem sim senhor! E tem mulher pelada? Tem sim senhor!”.

- Atuação C – Deixe a coisa fluir normalmente. Tire a calcinha dela com todo cuidado. Treine uma expressão que misture espanto, decepção e horror e diga “nossa, você é mulher…”.

As fotos vazaram, e agora? II

(leia a primeira parte deste educativo guia aqui

É óbvio, mas é verdade: mantenha a calma. O momento descortina possibilidades a serem estudadas com parcimônia, porém sem esquecer a urgência da resposta solicitada pela situação.

Tome chá de sumiço
Esqueça o MSN, tire o celular da área, apague seu Orkut, fale somente com uma ou duas amigas de extrema confiança. Espalhe boatos diversos sobre seu paradeiro. É uma boa hora para demonstrar seu desprezo pelo reles mundinho onde todos estes fofoqueiros vivem. Jogue pistas sobre ter ido cursar algo na França, Espanha ou Guiné Bissau (pensando bem, esqueça a Guiné). Caso outro país esteja muito longe da sua realidade financeira, solte algo como “dizem que ela foi morar com um namorado novo em Minas ou no Rio, parece que o cara é engenheiro”. No tempo em que estiver reclusa, aproveite para se dedicar a alguma atividade que possa ajudar no futuro: aprenda tricô, pátina, programação em java ou implantação, manutenção e segurança de redes.

Negue com veemência
Opção mais perigosa dentre as apresentadas, a negação exige alto grau de encenação. Você precisa acreditar realmente que aquela das fotos não é você. Estude um pouco de Photoshop para aprender a descrever com bom nível de detalhes o suposto processo de transformação aplicado nas imagens. “Ele colou a minha cabeça ali! E você acha mesmo que eu tenho aquela pinta preta horrorosa na virilha?” (cuidado com essa desculpa, caso o próximo cara para o qual você fornecerá a bacurinha tenha visto as fotos, ele poderá desmentir sua história).

Negue com violência
Além de toda a interpretação empregada na opção veemente, a negação com violência demanda que você siga instruções de maior conhecimento técnico. Espalhe que “a Polícia Federal já está cuidando do caso e investigando todos os que passaram o e-mail”. Procure na Constituição, no Código Penal, no Código Civil, na Bíblia e nos livros da Zíbia Gasparetto todas as citações, parágrafos, artigos e vírgulas que possam ser empregados na sua defesa e no susto aos desocupados que estão repassando as fotos. Diga também que Terence, o fotógrafo, está encrencado e terá de responder perante a justiça/Deus/tumba da irmã Heralda pelos seus atos libidinosos.

Assuma com desdém
A depilação estava em ordem? Sua bratislava não possui aspecto de alface da semana passada? Então minha amiga, assuma a história. O constrangimento é grande, mas em um mês a turma pára de falar no assunto. Admitir que realmente é você no ensaio sensual também lhe dá mais crédito para que a sua versão da história prevaleça, já que, aos olhos da sociedade, você geralmente será a vítima. Confirme que o autor é Terence, diga que ele não vale nada e broxou três vezes durante o final de semana. A sessão de fotos, inclusive, era um dos meios que você estava utilizando para tentar levantar o encanamento do rapaz, “mas nem assim aquele imbecil conseguiu me comer”. Problema resolvido, parta pra outra.

Assuma com galhardia
Diga que era você sim, conte os detalhes do final de semana, comente as poses do ensaio, ressalte que o caso foi bom enquanto durou e que hoje você e Terence, inclusive, são muito amigos. Caso perceba uma boa receptividade das fotos no mercado, invista uma grana e faça um ensaio com um fotógrafo profissional. Envie as fotos para revistas masculinas, produção de programas de auditório e agências de modelo. Quem sabe não é o início de uma promissora carreira artística? Com alguma sorte você acabará estrelando um comercial de cerveja ou comandará a bateria de uma escola de samba.

As fotos vazaram, e agora?

Aquele final de semana em Caraguá marcou muito, não é mesmo? O Terence, o carinha que você conheceu, quem diria, naquela rave balacobaca na pedreira se revelou um amor. Após dois anos sem namorar sério, parecia que finalmente a coisa engrenaria.

Feriadão da semana santa, lá foram vocês no Kadett 93 do rapaz rumo ao litoral. Foram dias de amor lascivo, sexo caudaloso, trance, CPM22 e Mariah Carey. Fim da tarde de sábado, após o por do sol com caipirinha, você e Terence voltam para a pousada e se entregam novamente aos prazeres da carnificina apaixonada. Após o ato, por sugestão sua, um banho juntos caiu muito bem.

Ao vislumbrar seu corpo enrolado na toalha de lixa da Pousada Martin de Sá, Terence sugestiona: “posso tirar umas fotos?”. Você, ainda sob os efeitos retardativos da Natassha com limão e abestalhada de paixão por Terence, pensa: “ué, e por que não?”.

Tímidas, as primeiras poses ainda contam com a proteção da toalha. Você joga os cabelos cacheados pro lado, sorri, apóia um dos braços no joelho enquanto a mão segura o queixo. O Motorola V3 pré-pago de Terence nunca viu nada igual. É muita areia para o caminhão daquela câmera VGA de 0.3 megapixels.

O clima do ensaio esquenta, a toalha já está em cima do frigobar. Você não abria tanto as pernas desde os tempos do balé. Aquela língua no seu próprio mamilo também não era necessária, mas enfim, você estava apaixonada e valia tudo.

Duas semanas depois, você descobre que Terence não era o homem da sua vida. Vocês se perderam em uma festa. Após duas horas, o moço estava aos amassos com Estefanie, sua colega de faculdade. “Foda-se”, você pensou, já tentando recordar o nome do outro cara que havia beijado 5 minutos antes.

Churrascão da turma de administração da FUEBA. Terence é o responsável pela churrasqueira. Seu Motorola V3, ainda na segunda prestação, repousa sobre a mesa. Como quem não quer nada, Hilton, melhor amigo de Terence, resolve fuçar o aparelho. Uma exclamação toma conta de sua expressão. Sim, as fotos. Você, Christianne, está lá, arreganhada em poses de marcenaria.

Mantendo a frieza, disfarçadamente Hilton liga o bluetooth de seu Nokia sei lá das quantas e repassa as imagens para seu próprio aparelho. Perdeu playboy, em algumas horas os retratos estarão pulando de Gmail em Gmail, até chegarem ao seu próprio endereço, enviados por uma preocupada amiga. Em menos de um dia, blogs adultos já estampam seu rosto em posts nomeados como “Vacilou caiu na net, rsrsrs”.

E agora?

(continua amanhã ) 

Só uma

Terminou o namoro após sete anos e tantos meses. Caiu de quatro pela nova estagiária. 19 anos, Camila. Elas sempre parecem Camilas aos 19. Lá pelos 35 viram Vilmas ou Luzias.

Pegou Camila, mas alguns dias depois a ex, a do término, o procurou. “Tô grávida”. Assumir ele assumiria, “claro”, mas casaria? Ela era a primeira namorada, aquela que o fez deixar de ser menino, a única mulher que seu pinto havia conhecido por dentro em 25 anos de vida. Qualquer atitude, além da justa e honesta admissão da paternidade, significaria o fim do começo de qualquer relação com Camila, 19, arrebitamento traseiro inacreditável e o par de seios mais sensacional que ele já havia explorado com as próprias mãos. Não que ele tivesse explorado muitos, só o da primeira – e única – namorada e os de uma prima mais velha, quando ela estava bêbada, em um distante reveillon no começo da puberdade.

Mas assumiu, voltou com a namorada, casou. Se viesse um menino teria o nome do pai, com Y e tudo, acrescentando o júnior lá na ponta. Por sorte, veio menina. Ele sugeriu Camyla. A esposa gostou, não sabia de nada mesmo sobre o caso com a quase homônima estagiária.

Fez a festinha de um ano na casa da sogra, domingo à tarde, tinha churrasco de carnes não muito caras. Na rodinha de amigos da firma, entre risadas e camisas fedidas de poliéster, ele ainda contava vantagem e detalhes sobre a única noite em que comeu Camila, a ex-estagiária, agora com 20.

Aumentava parte da história: além do verídico cinema seguido de chope, melhorou a cena do carro (ocorrida no carro dela, já que ele não havia conseguido o empréstimo do Escort 93 com o pai), incluindo um calunioso sexo com penetração finalizado em gozada na cara.

Na versão original teve apenas mão na bunda, no seio direito e um beijinho no esquerdo. Quando uma das mãos tentou descer para além dos limites do umbigo, Camila cortou a conversa, “não, hoje não”.


Fitas pessoais e umas opiniões definitivas incertas. Qualquer coisa, dá um alô no doda.doda@gmail.com

@dodavilhena

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