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Simpatia infalível para trazer a pessoa amada
Publicado Agosto 27, 2009 r Uncategorized 8 ComentáriosO que você precisa:
- Um gato
- Um celular que filme
- Um pastel (qualquer sabor)
- Um pandeiro
- Um computador com acesso à internet
- Uma gíria do momento (sugestão: hare baba)
- Um dia de sol
Modo de simpatizar:
Em dia de sol, pegue todos os ingredientes e escolha uma área aberta qualquer para proceder com o trabalho. Pegue o pandeiro e faça uma demonstração de batuques básicos em frente ao gato (se você não sabe tocar pandeiro, compre este DVD).
Após 5 ou 10 minutos de numecutuco-que-eu-tecutuco, dê o pandeiro ao gato e peça que ele repita a evolução que você demonstrou no instrumento.
Caso o gato não tenha aprendido a tocar, repita a demonstração e insista até que ele acerte.
Quando o gato possuir alguma destreza e malemolência travessa no manuseio do instrumento, ligue o celular e filme pelo menos 30 segundos do animal pandeirando. Ao final, vire a câmera para o seu rosto e pronuncie a gíria do momento, com empolgação e fazendo um hang loose (dica: inclua um “uhul”).
Com o vídeo pronto, publique-o em um site popular de compartilhamento de vídeos com o nome “Gato do pandeiro hare baba”. Aguarde o sucesso do mesmo.
A pessoa amada certamente assistirá ao vídeo e, naturalmente, terá gosto em dizer que conhece você, o autor do vídeo, se possível complementando que vocês mantém/mantiveram algum tipo de relação íntima. É questão de tempo para que a pessoa apareça novamente querendo reatar o namoro ou, pelo menos, dar umazinha casual.
Se o processo todo demorar muito e você sentir fome, coma o pastel.
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Aqui.
A tiradinha de relacionar a proximidade do fim da existência com supostas oscilações bruscas no que seria a “normalidade” das coisas já deu porque, caso o profeta não tenha percebido, nada nunca foi normal mesmo. Tudo sempre está em mudança, se não muda é porque morreu ou é uma merda
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Onde houver um centavo sobrando, São Paulo estará lá para raspar a bufunfa. Como velha avarenta que consome o doce de leite na lata para evitar desperdiçar sobras nas reentrâncias de talheres e beiradas de prato, São Paulo nada deixa passar.
Não basta carteira assinada, a maior tungada possível do imposto de renda ou ter o nome limpo. Quer mudar de apartamento? Rá, otário, primeiro larga aqui o seu orgulho, suas calças e esse tênis da hora aí, mêo!
Ser bonitinho tampouco adianta. Não compactuar com a carteira de meia-entrada falsificada de nada serve. Se tem algum, passa pra cá antes de qualquer sinal de educação, traço de civilidade ou garantia de bacanismo.
Agora sim, vamos conversar.
- Usar o shampoo do sobrinho de 4 anos. Aquele Johnson amarelo da embalagem transparente.
- Tomar canseira desse mesmo cara de 4 anos, já iniciado na nobre arte do jogo por meio de telas.
- Passar em frente ao boteco Ratatouile cujo logotipo é o mesmo do filme.
- Ver um Bond do Brosnan na TV e ter a certeza que os únicos Bonds que realmente funcionaram para alguma coisa foram os do Sean Connery e agora os do Daniel Craig.
- Chegar de madrugada sem cigarros, entrar na cozinha e roubar um do pai pra fumar na calçada, escondido, como se os 16 anos ainda fossem a idade corrente.
- Reclamar do atendimento. Ouvir os amigos reclamando do atendimento. Ouvir desconhecidos reclamando do atendimento. Ouvir um garçom reclamando que foi mal atendido.
- Pensar estar vivendo o enredo da Acadêmicos do Mau Gosto, “Apogeu e Glória de Staccato e Comic Sans no Zombeteiro Reino dos Outdoors Horripilantes”.
Todos os grandes ódios pessoais do planeta se originam de apenas três situações.
1 – Por questões políticas ser obrigado a tratar educadamente um portador de estupidez.
2 – Ser passado para trás em questões sexuais por indivíduo estúpido.
3 – Raiva por ser vítima de gracinha de escritório/churrasco proveniente de pessoa estúpida.
Não importa se é um ódio étnico milenar, crise econômica de alcance mundial ou mortal discussão de conta de bar – “Tá, mas você contou o dézporcento?!”.
Tudo começou naquele powerpoint que mandou o carinha olhar fixamente para a imagem e, segundos depois, receber o rosto da menina do exorcista anunciando um susto com grito estridente.
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Pra não perder o costume, vamos de jabá em nome dos parceiros de crime.
Nos próximos dias 19, 20 e 21 de setembro, lá na minha distante Belém, os irmãos mais uma vez lutam contra tentam cooptar o sistema e organizam a terceira edição do Festival Se Rasgum.
Esse ano são 30 e tantas bandas e, se lá eu estivesse, com certeza beberia algumas cervejas a menos para conseguir apreciar em sua plenitude as apresentaçãoes de Autoramas, Curumin, Shout Out Louds (suecos que suarão como porcos no nosso calor) e todas as outras grandes patifarias que farão a juventude dourada da minha terra levantar os suvacos neste que é o maior festival independente da Amazônia legal (esse parágrafo ficou de um puxassaquismo sem vergonha, mas é sincero [cobrarei minha parte em camiseta depois]).
Logo aí tá o flyer da bagaça com maiores informações (clica que amplia), mas sendo você de Belém ou não, visite também o site dos meus amigos manés. Esse ano tá muito mais bonitão e cafajeste do que os anteriores (foi um belo trabalho da turma de outro mané bacana).
É bom lembrar: nem todo blog xingado é bom, mas todo blog que não recebe xingamento é uma merda.
Estou feliz porque hoje o Placa recebeu seu primeiro comentário indignado – aqui nesse post – sobre a goleira da seleção americana de futebol, a bonitinha sem sal Hope Solo.
Valeu, Hope. Agora temos esperança (rá, sacou?) de que o Placa pode chegar a algum lugar mesmo recheado de piadinhas ruins como essa.
Quase fui um universitário classe média culturete. Escapei por muito pouco, graças à minha miopia social à época. Não enxerguei divisões de tribo, mas percebi a tempo quais meninas eram as mais cheirosas.
Mas o mais chato do universitário classe média culturete sem dúvida é seu gosto musical. Uma histórica mania de idolatrar artistas picaretas que traduzem sua originalidade de boteco em três erres: raiz, resgate e raiva.
Raiz. É como classificam a cultura que propagam.
Resgate. Eles dizem promover. Sim, da tal cultura de raiz.
Raiva. Eles disfarçam, mas sentem. Seria o antigo “ódio contra o sistema”, mas como nesse mundo de cultura fragmentada ninguém mais sabe apontar onde diabos está – ou se ainda existe – o tal “sistema”, fica claro que o sentimento externado é a mesma velha raiva de sempre, ou seja, a raiva de quem você mesmo já foi um dia ou daqueles que cometeram, apenas, o erro de ser diferentes.
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Plus: como já demonstrado outras vezes aqui e no Ressaca, fazer letra picareta é mais fácil que postar bobagem em blog. Se todos fizerem suas próprias composições ruins, ninguém mais precisará aguentar esse tipo de artista. A minha parte estou cumprindo. Saca só a pretensão vazia que não pára em pé.
Enche, seca e altar
(Dodel do Sovaco Emplumado)
Hoje o mato pega zabumba, zé pereira
Afresco, chicote, maracatu, maria tonteira
O vento sopra e amorde o lamaçal
Sertanejo vira pássaro
sonha com a água, come mal
Quem disse foi Simião menino
Aquele das perna de barro
Dos cambito franzino
Por essa terra o amor já miou
Mas nesse mundo de secura
Um amante por paixão cegou
Cabana bacana
Não acaba na boa
Grandes sujeitos cujas ausências preenchem importantes lacunas
Publicado Agosto 15, 2008 r Uncategorized 3 ComentáriosLecy Brandão - Uma das melhores profissionais da segunda profissão menos importante do mundo – Comentarista de Desfile de Escola de Samba, como cantora Lecy não alcançou a mesma projeção. Em recente pesquisa, 98% dos entrevistados afirmaram nunca ter escutado uma música de Lecy Brandão, os outros 2% a confundiram com Alexandre Pires depois de um grave caso de Hepatominíase e declararam lembrar da canção que grunhia os versos “chega de plantar loucura no campo do meu sentimento”.
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*reaproveitamento de restos do ressaca detected.




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