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O que você precisa:
- Um gato
- Um celular que filme
- Um pastel (qualquer sabor)
- Um pandeiro
- Um computador com acesso à internet
- Uma gíria do momento (sugestão: hare baba)
- Um dia de sol
Modo de simpatizar:
Em dia de sol, pegue todos os ingredientes e escolha uma área aberta qualquer para proceder com o trabalho. Pegue o pandeiro e faça uma demonstração de batuques básicos em frente ao gato (se você não sabe tocar pandeiro, compre este DVD).
Após 5 ou 10 minutos de numecutuco-que-eu-tecutuco, dê o pandeiro ao gato e peça que ele repita a evolução que você demonstrou no instrumento.
Caso o gato não tenha aprendido a tocar, repita a demonstração e insista até que ele acerte.
Quando o gato possuir alguma destreza e malemolência travessa no manuseio do instrumento, ligue o celular e filme pelo menos 30 segundos do animal pandeirando. Ao final, vire a câmera para o seu rosto e pronuncie a gíria do momento, com empolgação e fazendo um hang loose (dica: inclua um “uhul”).
Com o vídeo pronto, publique-o em um site popular de compartilhamento de vídeos com o nome “Gato do pandeiro hare baba”. Aguarde o sucesso do mesmo.
A pessoa amada certamente assistirá ao vídeo e, naturalmente, terá gosto em dizer que conhece você, o autor do vídeo, se possível complementando que vocês mantém/mantiveram algum tipo de relação íntima. É questão de tempo para que a pessoa apareça novamente querendo reatar o namoro ou, pelo menos, dar umazinha casual.
Se o processo todo demorar muito e você sentir fome, coma o pastel.
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Aqui.
A tiradinha de relacionar a proximidade do fim da existência com supostas oscilações bruscas no que seria a “normalidade” das coisas já deu porque, caso o profeta não tenha percebido, nada nunca foi normal mesmo. Tudo sempre está em mudança, se não muda é porque morreu ou é uma merda
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Onde houver um centavo sobrando, São Paulo estará lá para raspar a bufunfa. Como velha avarenta que consome o doce de leite na lata para evitar desperdiçar sobras nas reentrâncias de talheres e beiradas de prato, São Paulo nada deixa passar.
Não basta carteira assinada, a maior tungada possível do imposto de renda ou ter o nome limpo. Quer mudar de apartamento? Rá, otário, primeiro larga aqui o seu orgulho, suas calças e esse tênis da hora aí, mêo!
Ser bonitinho tampouco adianta. Não compactuar com a carteira de meia-entrada falsificada de nada serve. Se tem algum, passa pra cá antes de qualquer sinal de educação, traço de civilidade ou garantia de bacanismo.
Agora sim, vamos conversar.
- Usar o shampoo do sobrinho de 4 anos. Aquele Johnson amarelo da embalagem transparente.
- Tomar canseira desse mesmo cara de 4 anos, já iniciado na nobre arte do jogo por meio de telas.
- Passar em frente ao boteco Ratatouile cujo logotipo é o mesmo do filme.
- Ver um Bond do Brosnan na TV e ter a certeza que os únicos Bonds que realmente funcionaram para alguma coisa foram os do Sean Connery e agora os do Daniel Craig.
- Chegar de madrugada sem cigarros, entrar na cozinha e roubar um do pai pra fumar na calçada, escondido, como se os 16 anos ainda fossem a idade corrente.
- Reclamar do atendimento. Ouvir os amigos reclamando do atendimento. Ouvir desconhecidos reclamando do atendimento. Ouvir um garçom reclamando que foi mal atendido.
- Pensar estar vivendo o enredo da Acadêmicos do Mau Gosto, “Apogeu e Glória de Staccato e Comic Sans no Zombeteiro Reino dos Outdoors Horripilantes”.
Todos os grandes ódios pessoais do planeta se originam de apenas três situações.
1 – Por questões políticas ser obrigado a tratar educadamente um portador de estupidez.
2 – Ser passado para trás em questões sexuais por indivíduo estúpido.
3 – Raiva por ser vítima de gracinha de escritório/churrasco proveniente de pessoa estúpida.
Não importa se é um ódio étnico milenar, crise econômica de alcance mundial ou mortal discussão de conta de bar – “Tá, mas você contou o dézporcento?!”.
Tudo começou naquele powerpoint que mandou o carinha olhar fixamente para a imagem e, segundos depois, receber o rosto da menina do exorcista anunciando um susto com grito estridente.
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Pra não perder o costume, vamos de jabá em nome dos parceiros de crime.
Nos próximos dias 19, 20 e 21 de setembro, lá na minha distante Belém, os irmãos mais uma vez lutam contra tentam cooptar o sistema e organizam a terceira edição do Festival Se Rasgum.
Esse ano são 30 e tantas bandas e, se lá eu estivesse, com certeza beberia algumas cervejas a menos para conseguir apreciar em sua plenitude as apresentaçãoes de Autoramas, Curumin, Shout Out Louds (suecos que suarão como porcos no nosso calor) e todas as outras grandes patifarias que farão a juventude dourada da minha terra levantar os suvacos neste que é o maior festival independente da Amazônia legal (esse parágrafo ficou de um puxassaquismo sem vergonha, mas é sincero [cobrarei minha parte em camiseta depois]).
Logo aí tá o flyer da bagaça com maiores informações (clica que amplia), mas sendo você de Belém ou não, visite também o site dos meus amigos manés. Esse ano tá muito mais bonitão e cafajeste do que os anteriores (foi um belo trabalho da turma de outro mané bacana).
É bom lembrar: nem todo blog xingado é bom, mas todo blog que não recebe xingamento é uma merda.
Estou feliz porque hoje o Placa recebeu seu primeiro comentário indignado – aqui nesse post – sobre a goleira da seleção americana de futebol, a bonitinha sem sal Hope Solo.
Valeu, Hope. Agora temos esperança (rá, sacou?) de que o Placa pode chegar a algum lugar mesmo recheado de piadinhas ruins como essa.
Quase fui um universitário classe média culturete. Escapei por muito pouco, graças à minha miopia social à época. Não enxerguei divisões de tribo, mas percebi a tempo quais meninas eram as mais cheirosas.
Mas o mais chato do universitário classe média culturete sem dúvida é seu gosto musical. Uma histórica mania de idolatrar artistas picaretas que traduzem sua originalidade de boteco em três erres: raiz, resgate e raiva.
Raiz. É como classificam a cultura que propagam.
Resgate. Eles dizem promover. Sim, da tal cultura de raiz.
Raiva. Eles disfarçam, mas sentem. Seria o antigo “ódio contra o sistema”, mas como nesse mundo de cultura fragmentada ninguém mais sabe apontar onde diabos está – ou se ainda existe – o tal “sistema”, fica claro que o sentimento externado é a mesma velha raiva de sempre, ou seja, a raiva de quem você mesmo já foi um dia ou daqueles que cometeram, apenas, o erro de ser diferentes.
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Plus: como já demonstrado outras vezes aqui e no Ressaca, fazer letra picareta é mais fácil que postar bobagem em blog. Se todos fizerem suas próprias composições ruins, ninguém mais precisará aguentar esse tipo de artista. A minha parte estou cumprindo. Saca só a pretensão vazia que não pára em pé.
Enche, seca e altar
(Dodel do Sovaco Emplumado)
Hoje o mato pega zabumba, zé pereira
Afresco, chicote, maracatu, maria tonteira
O vento sopra e amorde o lamaçal
Sertanejo vira pássaro
sonha com a água, come mal
Quem disse foi Simião menino
Aquele das perna de barro
Dos cambito franzino
Por essa terra o amor já miou
Mas nesse mundo de secura
Um amante por paixão cegou
Cabana bacana
Não acaba na boa
Grandes sujeitos cujas ausências preenchem importantes lacunas
Publicado Agosto 15, 2008 Uncategorized 3 ComentáriosLecy Brandão - Uma das melhores profissionais da segunda profissão menos importante do mundo – Comentarista de Desfile de Escola de Samba, como cantora Lecy não alcançou a mesma projeção. Em recente pesquisa, 98% dos entrevistados afirmaram nunca ter escutado uma música de Lecy Brandão, os outros 2% a confundiram com Alexandre Pires depois de um grave caso de Hepatominíase e declararam lembrar da canção que grunhia os versos “chega de plantar loucura no campo do meu sentimento”.
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*reaproveitamento de restos do ressaca detected.




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