E dois mil e cinco ficou

Não sou muito ligado em datas. Natal para mim é apenas uma reunião de família onde se come bem e se escuta música ruim. A passagem de ano também nunca esteve entre minhas noites preferidas, as tendências depressivas que cultivo costumavam se manifestar nessa data. Acho que tem a ver com sensação de tempo passando e uma agonia de não ter conseguido realizar planos ou resolvido problemas eternamente pendentes.

As duas últimas viradas de ano foram diferentes. Acabei passando com amigos que assim como eu, não gostam do sufoco nas praias e nem das comemorações tradicionais em pontos de grande concentração humana.

15 minutos antes da meia noite estávamos rodando em carros em busca insana por um local onde passar a meia noite de forma animada e agradando a todos os que faziam parte do comboio. Os bares abertos estavam todos vazios à espera de clientes que só apareceriam depois da meia noite. Após muitos berros e ligações, ficamos justamente com a inusitada opção de assistir a queima de fogos do lado de fora da Estação das Docas e depois rumar para o Café com Arte, objetivo final da noite.

Como de costume, a noite foi muito divertida, excluindo o fato de que torci meu pé em um pulo mal calculado durante o show do Jolly Joker no Café. Doeu pra caralho, mas tudo bem, só começou a inchar lá pelas seis da manhã. Não estou conseguindo pisar com o pé direito, mas ao menos a farra foi boa.

2005, meu (até agora) último ano em Belém foi muito bem encerrado. Um dos melhores anos da minha vida, talvez o melhor. Meu fígado, pulmões e o PT é que não devem ter gostado muito. Foram 12 meses de muita, mas muita farra mesmo. No lado que sustenta a farra as coisas também foram legais, mas esses assuntos de trabalho não interessam a ninguém (a mim pelo menos não interessa comentar).

Ainda devo postar aqui um outro texto me despedindo dos amigos, mas já fica aqui um agradecimento aos que toleraram ou não meu mau humor, minha estupidez e meu gosto musical neste ano que se foi. Não estaremos mais na mesma cidade, mas o planeta ainda é o mesmo. Logo, logo estaremos tecendo besteiras em outro balcão.

Acho um saco as bobagens e clichês que costumam aparecer no Reveillon, mas gosto da sinceridade das pessoas ao desejarem felicidade umas às outras para o novo ano. A contagem do tempo em anos é interessante porque permite fazer este tipo de recapitulação das nossas vidas por períodos. Ajuda a organizar, algo ótimo para bagunceiros natos como eu.

Apesar dos parágrafos desconexos, desejo sinceramente um feliz 2006 para você e ainda me atrevo a dar conselhos: tenha Sonrisal em casa, fale mais palavrões, evite calcinha/cueca verde-limão e não compre livros do Dan Brown.

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4 Responses to “E dois mil e cinco ficou”


  1. 1 Emanuel janeiro 2, 2006 às 5:53 pm

    Feliz ano novo! :P

  2. 2 luana janeiro 2, 2006 às 6:17 pm

    PORRA, quem em sã consciência usa, calcinha/cueca, verde limão? ahahahahahahahahahahahah…

    Já te falei que desejo toda a sorte do mundo pra ti.
    Vai pra la…arranja um trampo e depois te vira p arrumar um pra e mim e pra martina. hahahahahahahaahhahaha…

    Legal 2006. Legal poder dismistificar um monte de coisa :).

    Boa Páscoa 2006 pra ti.

  3. 3 Julianahttp://nevesborges.blogspot.com janeiro 6, 2006 às 10:19 pm

    Não custa nada ter um pouco de esperança: feliz 2006.

  4. 4 Wilson Cremonesehttp://www.ressacamoral.com janeiro 9, 2006 às 7:28 pm

    Tudo bem, tudo bem, calcinha verde nunca mais.

    OBS: Só não precisava comentar.


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