Balcão

– Cara, zá não bebemos demaish?

– Entre muitas das artes que a noite esconde, uma delas é o chegar junto. O ideal é o cara desenvolver técnica própria, com traços de sua personalidade positivamente inseridos.

– ?

– Seguir as bobagens das cartilhas de paquera de revista masculina só dá certo se você for rico, porque no caso, qualquer coisa dita pouco importará, lembre-se das sábias palavras dos Unidos do Caralho a Quatro: “pirulito, banana ou salsicha, mulher gosta é de dinheiro, quem gosta de peru é bicha”. Ah, e mais importante: saiba para onde está direcionando o ataque. Obviamente, as chances de sucesso aumentam quando seu alvo está dentro das suas possibilidade físicas, intelectuais e/ou sociais.

– Zerto…então chega junto naquela ali do balcão, ela ta zozinha lá tem horasshh.

– Deixe-me avaliar o material…hummm, peitos médios, gostei, pouca bunda, tudo bem, o desenho das pernas compensa, caso vire minha namorada este tamanho de saia será definitivamente proibido, rosto lindo, fudeu, vou lá, tchau.

Nos poucos passos que o separavam do balcão ele definiu por uma abordagem clássica, em outras palavras, arriscadíssima, pois seria uma conversa muito manjada. No fundo ele sabia que qualquer papo desse tipo é furado, o que importa é a mulher ir com a sua cara, já que a conversa é sempre meio canalha mesmo.

– Oi…o que uma mulher tão linda como você faz aqui sozin…

– Tenho mau hálito.

– Argh, tem mesmo!

– Eu disse.

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3 Responses to “Balcão”


  1. 1 Ian. março 1, 2007 às 10:38 am

    pior que isso, só mau hálito vaginal.
    nossa, uma história tristíssima, a minha.
    2002 não foi um ano tão bom assim. hahahhahah

    mas adorei essa parte…

    o ataque. Obviamente, as chances de sucesso aumentam quando seu alvo está dentro das suas possibilidade físicas, intelectuais e/ou sociais.

    lembrei que os filhosdasputas dos meus amigos ficavam me aloprando porque eu só pegava garotas ‘mal remuneradas’. a caixa do supermercado, a camelô… tempos brabos. o mesmo 2002.

  2. 2 bloda março 1, 2007 às 1:06 pm

    eu tive um bom 2002, peguei algumas mal pagas, mas não ligo desde que a moça não peça lagosta ou deixe que eu escolha o motel pelo preço.

  3. 3 Fabíola março 2, 2007 às 9:31 pm

    O traveisseiro
    consolador de nossas tristezas
    reconfortante do nosso cansaço
    o pivô de um conflito

    E um edredom, daria em morte, no mínimo?


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