Ben, jor é o cacete

Um tempo atrás eu comprei um iPod. Achava que era um item desnecessário na indumentária do homem moderno, mas então tive a oportunidade de andar durante uma semana com um MP3 Player de uma amiga. Quando devolvi o item percebi que minha vida não seria mais a mesma caso eu não possuísse um tocador no bolso.

O infalível Mercado Livre mais uma vez me safou dessa. Achei um iPod Mini de 4GB praticamente novo pela bagatela de 350 reais, lindo. Eu não fazia questão de ter um zero quilômetro, mas também não admitia comprar um desses players genéricos que pipocam em vitrines chinesas da Paulista e que não duram uma chuva.

Já com meus quatro gigas de memória musical no bolso, foi hora de vasculhar os 15GB de música do computador para decidir quais seriam os primeiros felizardos a figurar na minha trilha sonora cotidiana. No processo, acabei lembrando de algumas coisas que andavam meio esquecidas no HD, velharias da época em que eu ainda comprava CD e me dava o trabalho de transferir o conteúdo pro computador.

Entre as pérolas resgatadas, meu querido Jorge Ben. Não entendo como passei tanto tempo sem ouvir esse cara, eu deveria ter estabelecido algum tipo de lei pessoal me obrigando a escutá-lo toda segunda de manhã e sexta à noite. Tábua de Esmeraldas e África Brasil são discos (ainda pode falar essa palavra?) que mudam meu humor para melhor seja lá em que estado ele se encontrar.

Um disco (ih, falei de novo) bem menos conhecido, mas que recomendo fortemente que você baixe (ops, que você compre, pois como sabemos o download de músicas via ferramentas não reconhecidas pelo detentor do direito autoral da obra é crime) é o Gil & Jorge, Ogum – Xangô, de 1975. Foi uma indicação insalubre do polido Vladimir Cunha, acho que uns dois anos atrás.

O disco é um acústico. Jorge Não to Sentindo Nada Ben chamou Gilberto Ministro Gil para uma conversa de violão para violão, enfurnaram-se no estúdio em horas de gravação a base de alguma coisa que sua mãe não gostaria que você consumisse e cometeram nove versões de músicas suas (deles, não suas). Algumas possuem 13 minutos, outras são mais modestas e chegam somente aos 8 ou 10. O esquema era basicamente “vai daí que eu vou daqui, uma hora alguém cansa e a gente pára”.

Se interessar, escute um pouco aqui.

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4 Responses to “Ben, jor é o cacete”


  1. 1 Sarah março 15, 2007 às 6:26 pm

    Quando estive na Itália vi um show de TV com travestis que dançavam loucamente ao som de Jorge Ben.

    Jorge é underground total amoreco…Muy bueno.

  2. 2 Marcus março 16, 2007 às 2:19 am

    Adoro esse disco, que também conheci tardiamente, por intermédio de um amigo que é fã do Jorge Ben.

    Ele foi lançado como vinil duplo, na época, e o engraçado é que saiu também uma versão em vinil simples, cortando os improvisos (!). Esta deve ser hoje uma valiosa peça de colecionador — embora sem relevância artística.

  3. 3 Tylon março 16, 2007 às 11:41 am

    Vou comentar algo aqui mas não direi nada de relevante sobre o post. Meu interesse é que meu nome apareça no lado direito do blog, lá nos “Pitacos recentes”. é uma bobagem, reconheço, mas não resisto. Um charme.

  4. 4 Nana março 19, 2007 às 10:09 am

    É nesse que ele fala “bi, de bi mundial”?


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