Well, Wesley

Hoje recebi um e-mail com umas 100 fotos de ícones (filmes, brinquedos, novelas, personagens e blá, blá, blá) daqueles anos que vieram antes dos 90 (não pronuncio mais o nome deles). Foi enviado por uma conhecida que tem 21 anos, ou seja, nasceu em 1986 e, portanto, tinha apenas 4 anos e um tantinho mais quando essa década pé-no-saco acabou. Pô, 4 anos, cara! Que diabo de pitombas ela sabe ou viveu dessa década a não ser que seja uma superdotada com Q.I acima de 180 e tenha aprendido a ler com 1 ano, memorizando todos os acontecimentos culturalmente relevantes desde então?

Claro que o Q.I acima de 180 não é o caso da moça em questão, do contrário ela estaria elaborando uma tese de doutorado em mecatrônica no MIT ou articulando politicamente a dominação mundial, e não repassando e-mails que foram moda 6 ou 7 anos atrás. Pensando bem, vai que esse repasse de e-mails antigos faz parte do tal plano de dominação? Hummm, preciso analisar melhor a questão. Enquanto isso, favor enfiar a nostalgia média dos anos compreendidos entre 1979 e 1990 onde acharem melhor, menos na minha caixa de e-mail e outros orifícios de minha propriedade.

Já que falei de domínio do mundo, nada melhor do que apelar novamente à minha distante e pitoresca Belém.

Wesley, um cara muito criativo, resolveu que seguir o amigo imaginário dos outros não era o suficiente. Ele queria mais. “Se o amigo é imaginário, deixem-me imaginar o meu”, pensou Wesley, seguindo o exemplo de outros carinhas historicamente mais conhecidos e, por enquanto, de maior sucesso no ofício da união de mentes em torno de uma ignorância comum. Mesmo assim, força Wesley! É o começo do imperialismo sócio-culto-religioso paraense sobre o planeta. A primeira medida será justamente não tomar medida nenhuma contra o aquecimento global, já que, desde a fundação de Belém em 1616, somos obrigados a viver como porcos suados naquele calor obtuso, o mundo que se vire para sobreviver no mesmo clima dos cidadãos da sua futura nação dominadora.

Ei, Wesley, vai tomar caju.
Ah, o tempo Wesleyano

A foto é uma cortesia de Carlos Eduardo Feijó, o Dudu, amigo e Gerente de T.I, essa profissão chata que muitos teimam em seguir.

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3 Responses to “Well, Wesley”


  1. 1 Fana maio 4, 2007 às 3:10 am

    Tem uma dessas aki em Manaus, quer uma foto?? Vou ver se mando!! :)

  2. 2 Iuri maio 4, 2007 às 11:06 am

    Ufa!
    Eu não sou o único que odeia os anos 80…

    =]

  3. 3 flá maio 6, 2007 às 7:50 pm

    ah, droga, eu tbm quero um templo.

    p.s.: anos 80 (oitenta, O-I-T-E-N-T-A).


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