Clássicos do rock que poderiam ver se estou lá na esquina

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Candy
Todo mundo sabia que Iggy Pop não era um cara de confiança, mas cometer este hit em 1990 com Kate Pierson, vocalista do fofo B52’s, foi o cúmulo da lotação da bolsa escrotal de qualquer um. Assim como as hemorróidas, a caganeira e o Fiat Uno, Candy é mais um exemplo de coisa ruim que resiste ao passar dos tempos e aparenta ser o tipo de mal que perseguirá a humanidade até a sua destruição. Candy está presente na rádio sofisticada que toca Kenny G e Djavan, na festa de formatura da turma de administração com ênfase em comércio exterior do seu primo e, futuramente, em um disco do Seu Jorge com versões livres em português de sucessos internacionais. “Docinho, Docinho, eu não posso deixar que você vá…”.


Boys Don’t Cry
A diferença entre The Cure e Green Day é que o segundo, além de possuir um rótulo novo – o já batido Emo, conseguiu em uma galáxia muito, muito distante(o Dookie, vai), lançar um disco bom. Já a bandola do Robert Smith, a versão sith de Elke Maravilha, pensava apenas em deprimir a humanidade e implodir a paciência alheia com gemidos abaitolados e músicas sobre garotos que não choram, mas adoram levar um pau no meio da bunda. Boys don’t cry é garantia de sucesso em festinhas de casados caretas, 30-35 anos, que não fizeram lá grandes farras na adolescência, trocaram Ramones por uma dorzinha de cotovelo gostosa, chorando com a cara enfiada no travesseiro por alguns dias.


The Boy With The Thorn In His Side
Os anos de Margareth Tatcher no poder britânico foram de terríveis conseqüências para a música mundial. A terra do casca-grossa Winston Churchill envergonhava a macheza planetária com a mesma safra estragada do The Cure, também nos defecando The Smiths e esta eternamente sacal faixa 7 do disco The Queen Is Dead de 1986. Para o nosso bem, a banda teve carreira curta, encerrando as atividades em 1987. Mas, claro, notícias boas sempre chegam ao lado de outras ruins: Morrisey, o vocalista e versão britânica de Oswaldo Montenegro, passou a afligir o mundo com uma carreira solo que perdura até hoje.

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7 Responses to “Clássicos do rock que poderiam ver se estou lá na esquina”


  1. 1 karla nazareth julho 25, 2007 às 2:48 pm

    qnd criança, eu achava o robert smith o homem mais bonito do mundo. isso não me fez bem, percebo uns 20 anos depois.

  2. 2 Emanuel julho 25, 2007 às 3:18 pm

    Doda, tu disseste tudo aquilo que eu penso a respeito dessas bostas, mas nunca tinha tido saco pra escrever lá no blog.
    Já deu pra essas músicas, puta merda. Sou muito mais uma Pet Semetary, que é pop, mas ainda sim tem mais culhões que Boys Don’t Cry. Não que eu só gosto de música vocalizada por macho (vide bandas Glam Metal), mas esses rockinhos feitos para embalar as frustações dos pseudo-revoltados me dá vontade de vomitar!

    Abraço!!

  3. 3 pixoxo julho 26, 2007 às 9:48 am

    hahahha, muito bom o post, adorei seu texto!
    mas eu não concordo, gosto das músicas citadas, e, francamente, nem dookie do green day é muito bom… dá pra ouvir mas não é lá aquelas coisas… sou muito mais the cure, iggy e smiths (smiths nem tanto assim)…

    beijos!

  4. 5 Rafael julho 26, 2007 às 5:00 pm

    O Iggy foi muito foda. Ainda é, quando não tá cantando essa música de merda. Já no caso de Smiths e The Cure, seus comentários serviriam para qualquer música deles que você escolhesse.

  5. 6 sergio julho 27, 2007 às 10:47 am

    porra, pena ter morrissey nessa lista…mas de resto concordo com tudo

  6. 7 Carlos Berg fevereiro 18, 2009 às 10:15 am

    Você é um zé ruela e punheteiro!

    Questionar o talento de Morrissey e Robert Smith!! Pior, usar termos pejorativos para ridicularizá-los.
    Aprenda sobre cultura pop, principalmente dos anos 80,antes de criticar.

    Uma dica, VH1 ajuda e Wikipedia idem.
    Só não vou poder ajudá-lo com a mulherada, pois pelo jeito você é um vacilão. Vai continuar na punheta!

    Até,

    Carlos

    Doda: opa, punheteiro sim e com orgulho, afinal, como diria o morrissey, quem treina joga. gostei do teu sobrenome, fofo.


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