Letra e música ou o pior título de post deste blog

Não divido a música em boa ou ruim, separo por “gosto” e “não gosto”. Conceituar ou julgar é chato, complicado, só faço por galhofa ou pra tirar uma com a cara dos outros, como na (já citada aqui) campanha Ressaca vs. Los Hermanos. Aliás, falar mal deles já encheu o saco. Até a Veja anda fazendo isso. Se a piada chegou até lá é porque perdeu a graça.

Qualquer idiota pode escrever uma letra. Prefiro me importar com o conjunto, a interpretação, estilo, “atitude”, “pegada” e outras bobagens. Os Ramones nunca ganhariam um Nobel de literatura, mas foram geniais do mesmo jeito. O Dylan é um gênio? Certamente. Um monte de gente, milhares de vezes mais qualificada que eu, já escreveu infinitas páginas sobre a tal genialidade dele. Mas eu acho um saco. Meu ouvido de “leigo” diz para o meu cérebro que “isso é chato” e tenho mais o que fazer do que entender gênios que me fazer dormir. Tem muito moleque metido a cult por aí que não compreende um décimo da obra do cara e muito menos o que ele diz, mas como cresceram aprendendo que o homem é superior, preferem engrossar o coro dos que “sacam de música” e passam a cultuar o negócio do mesmo jeito. Isso também acontece com o Bowie, Johnny Cash e, em menor grau, com Beatles e Stones, já que esses são mais popmente acessíveis.

A pouca relevância da letra é facilmente notada quando alguém legal regrava uma chatice. Por exemplo, já que falamos neles, a clássica versão dos Stones para Like a Rolling Stone do Dylan. O original me deprime, tristeza que a própria letra não nega. Já a versão Rolling Stones é foda, mesmo com todo o junkismo dos versos. Sim, tenho certeza que muita gente fica com o original e ok, por mim tudo bem, mas eu prefiro música com diversão, de depressão já basta os anúncios ruins que sou obrigado a criar.

Desprender-se das letras deixa você livre para escutar qualquer coisa sem preconceito. É ter a liberdade pessoal e social de poder dizer que acha tal coisa simplesmente uma merda, independente do cara que escreveu saber ou não o que estava fazendo com as palavras naquele momento. E a imensa maioria não faz a mínima idéia do que fazer com elas, então somos presenteados com peças do quilate de Morango do Nordeste, esta injustiçada. Espero ansiosamente por uma banda canalha que faça uma versão. Sugiro Gramofocas ou Os Pedrero.

Uma coisa que incomoda são as pessoas de “bom gosto” acharem-se intelectualmente superiores ao povão por causa de suas preferências musicais. Essa turma nunca dedicou atenção suficiente ao que escuta ou não comparou com algo melhor. Gostar de Lenines e Baleiros tudo bem, nem tenho nada contra os caras, apenas não é a minha praia. Foda é ouvir que eles são “puta letristas” ou “poetas”. Possuem um bom domínio do idioma e sabem fazer joguinhos com palavras, somente. Quando fogem da fórmula do joguinho, caem na mesma gafieira dor-de-cotovelo da grande maioria dos artistas. Alguns aplicam um verniz mais caro na fórmula e recebem rótulos melhores dos críticos. Na dúvida, prefiro o Wando.

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7 Responses to “Letra e música ou o pior título de post deste blog”


  1. 1 Rodrigo Lupatini agosto 6, 2007 às 5:15 pm

    Doda, acho que está rolando algum problema com os anexos que você está colocando nos posts.

    Em outro post deu 404 o TXT que você colocou nesse também resulta num 404 aqui.

    Sou eu ou é ai?
    :P

  2. 2 Emanuel agosto 7, 2007 às 8:21 am

    Cara, quanto mais “cult” se torna um artista, mais desconfiado eu fico. Essa negada “intelectual” que se liga em letra não saca porra nenhuma de música. Música é diversão, música é riff, música é técnica (por que não? pra quem se liga é ótimo). To me lixando pra letra desses filha das puta.
    \m/

  3. 3 Rafael agosto 7, 2007 às 9:39 am

    Dá-lhe, Doda!

    Música é música, letra é letra e losermanos é uma bosta.
    O Dylan e o Wando são fodas. E o Dylan, quando não está com uma puta banda – como The Band – é, apesar de genial, um puta chato.

  4. 4 Centelha agosto 7, 2007 às 3:30 pm

    Quanto ao insert, compartilho de seu dissabor.
    So vejo função pra disfunção insert ao se preencher um formulario antigo, ao invés de se apagar tudo- o que, convenhamos, nao faz mto sentido hoje em dia (ainda mais usando tab e ctrl a e delete)… na minha ignorancia tecnologica, posso palpitar que deve existir uma função noblissima para os programadores, do contrario, desisto.

  5. 5 bloda agosto 10, 2007 às 6:47 pm

    lupa,
    vc tá certo, tem um anexo furado aí no texto, mas agora ele tá velho, deixa pra lá.

    menino emanuel,
    eu concordo, mas vc é muito metal pra mim, snif.

    rafael,
    você já jogou uma calcinha pro wando? eu morro de vontade, mas acho que é uma coisa muito íntima, sabe? ai.

    centelha,
    vamos arrancar essa merda dos teclados de todo o mundo e plantar uma semente de girassol no lugar. é a luta contra o aquecimento global e o sistema solar.

  6. 6 Emanuel agosto 11, 2007 às 11:56 am

    Eu não sou muito metal, eu sou TRUE!!!! :P

  7. 7 Rodrigo Lupatini agosto 13, 2007 às 9:59 am

    Ae, só dando pitaco…

    A tecla insert tem a função de inserir. Calma explico.

    Em épocas mais remotas e em casos mais particulares da computação, a tecla serve para que uma tela (formulário) seja enviado por exemplo para o banco de dados.
    Em uma época sem apontador (mouse) não se tinha uma botão para clicar e enviar o formulário.
    Eis que então entra em ação a tecla insert.
    Tem outras funcionalidas também.


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