Rápidas, rasteiras e sem interesse

Ontem, aqui em Sampa, aconteceu um tal show “Tributo contra o Tributo”, organizado pela nacionalmente desconhecida Frente Nacional da Nova Geração – novidade política da cena reaça paulistana – e pela Fiesp. O evento pretendia conscientizar e pedir apoio da população para a causa do fim da CPMF e, para isso, reuniu KLB, Zezé di Camargo & Luciano, Fresno, Netinho (o do pagode, não o esquecido do Axé), Nando Cordel, NX Zero, Falamansa e Ao Cubo. Se essa turma está contra o imposto, estou quase decidido a me posicionar a favor. Será que o evento, na verdade, não seria uma grande conspiração pela manutenção do imposto? Eu, por exemplo, pagaria pra não escutar esses caras e ainda daria uns 25 centavos extras para nunca, pelo resto da minha vida, jamais ter alguma informação adicional a respeito de quem diabos são Nando Cordel e Ao Cubo (ok, o Nando eu sei quem é, ele compôs aquela merda que o Caetano regravou uns 10 anos atrás, “quando a gente gosta / é claro que a gente cuida…”[o compositor desta porcaria foi o Peninha, como corrigiu Pedro Nunes, chapa deste blog. Ou seja, Nando Cordel passou a ser ainda mais insignificante]).

“Eu vou beber. Beber até morrer. Beber pra esquecer. Beber pela vida que não consigo ter. Ser, fazer, combater, merecer. Lutar pelo que não vai voltar, amar uma causa a conquistar.” Gostou? É filosofia barata que pode ser feita em menos de 2 minutos. Dá pra fazer música caso você tenha alguma noção de métrica e rima. Eu não tenho.


[trecho de antigo e-mail para uma amiga]

Ananindeua é a segunda maior cidade do Pará e possui 480 mil habitantes. Sua economia vive basicamente de motéis, botecos, pequenas mercearias e concessionárias de automóveis muito grandes que não conseguiriam terrenos do mesmo tamanho por preço tão baixo na vizinha Belém.

O prefeito de Ananindeua é o jovem Helder Barbalho, herdeiro político de um dos coronéis do estado, o deputado federal Jader Barbalho.

Como parte de sua estratégia de formar um curral eleitoral na cidade (em Belém os Barbalhos têm grande rejeição), Helder montou um time de futebol batizado com o nome do município. O mascote da equipe do Ananindeua é uma tartaruga. Nos últimos anos o time vem fazendo sombra aos tradicionais clubes da capital, Remo e Paysandu, tanto que já disputou final de turno do campeonato paraense contra a Tuna Luso Brasileira.

Os motéis, grande atração da cidade, são frequentados principalmente por casais mais jovens que ainda moram com os pais e não têm dinheiro para freqüentar estabelecimentos semelhantes em Belém, um pouco mais caros e sofisticados, mas só um pouco. Os principais empreendimentos moteleiros do município são administrados por empresários de origem oriental (o Pará é a segunda maior colônia japonesa do país, atrás apenas de São Paulo). Entre eles podemos destacar o Sagitário (3 horas por cerca de 30 reais), Domus (o mais limpinho, mas não aconselho usar as piscinas), Novo Mikonos (ótimo custo-benefício), Zig-Zag (ótimo custo-custo) e Fujyama (er…não conheço). A maioria dos estabelecimentos fica na avenida Mário Covas (antiga rodovia do Coqueiro, rebatizada com o nome do ex-governador tucano quando este vestiu o paletó de madeira).

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9 Responses to “Rápidas, rasteiras e sem interesse”


  1. 1 Pedro outubro 17, 2007 às 2:22 pm

    Comentários igualmente rápidos, rasteiros e desinteressantes (quanto ao terceiro adjetivo, discordo dele no título do post, mas fica aqui no título do comentário, só pra fazer coro):

    1. Essa música do Caetano que você citou, cara, eu achava que era composição do Peninha (igualmente chato pra caralho).

    2. Já tinha ouvido falar que a segunda maior colônia japonesa no Brasil era em Campo Grande e também no Paraná. Agora é no Pará. Esses japoneses não conseguem parar quietos num lugar só?

    3. Aqui em Brasília também tem um motel Fujiyama, que tem o slogam mais escroto possível: “Fuja e ame no motel Fujiyama”. Se em Ananindeua ele tiver o mesmo, só pode pertencer às mesmas pessoas (e elas merecem empalamento por esse trocadalho do carilho).

  2. 2 bloda outubro 17, 2007 às 2:55 pm

    pedro,

    1 – você está certo, texto já corrigido. confundi as bolas porque nando e peninha possuem certa semelhança física ou irrelevância artística (deixe sua opinião).

    2 – japoneses procriam como pulgas em motéis baratos.

    3 – o fujiyama de ananindeua não utiliza este slogan (até onde eu sei), mas achei sensacional. caso a referida casa comercial brasiliense tenha algum reclame de tv disponível naquele famoso site de vídeos, por favor, passe o link.

  3. 3 bloda outubro 17, 2007 às 2:59 pm

    acabei de lembrar de uma música do nando cordel!

    “é de dar água na boca / quando olho pra você…”

    rapaz, minha memória anda deprimente.

  4. 4 Fanny outubro 17, 2007 às 5:51 pm

    1. Eu sou a favor de pagar assassinos profissionais para fazer um “serviços” nesses “artistas” e não políticos amadores. Assassinos só se paga uma vez.

    2. Reza a lenda que por causa do tamanho dos japoneses do Pará (nada maior que 1,7m) o período de gestação é reduzido(entre 4 a 6 meses), assim sobrando tempo para mais filhos. Outro dado interessante é que a maioria dos japoneses não gostam de assistir TV.

    3. Pelo falto de Japoneses terem um tempo de gestação menor e não assistirem tv, gastam suas horas e salários em motéis. (faz sentido)

  5. 5 Francine outubro 18, 2007 às 8:50 am

    É, querido Doda… eu tb pagaria todos os impostos do mundo pra não ter que topar com essa gente em shows ao vivo e nos meios de comunicação. Seria uma limpeza justa. Eu pagaria até mais que 25 cents.
    bjão.

  6. 6 Cleu outubro 18, 2007 às 9:12 am

    Que medo. Agora qualquer trecho trocado em particular pode ser publicado contra você ;-)
    Beijo.

  7. 7 Rachel Juraski outubro 18, 2007 às 9:27 am

    Doda, vamos abrir um motel genuinamente brasileiro no Pará!

    E escuta… vc não vai falar nada sobre o Calypso, maior produto de exportação do Pará na atualidade??
    Queremos um post!

  8. 8 Irmã outubro 19, 2007 às 9:09 am

    Agora, Ao Cubo, são os famosos quem? Sinceramente nunca ouvi falar. Achei uma letra deles que diz assim: “Eu trago à tona agora um tema que envenena que tem como emblema a cena que me dá pena. Da menina descontente, da barriga saliente que sente que dentro dela há um hospede inocente. A procura pela mãe é escassa pela vergonha, corre contra a cegonha pelo chá de maconha e sonha”….. Isso deve ser grupo de rap né? O Ressaca podia chamar esse povo pro PodCredo.

  9. 9 leonardoaquino outubro 19, 2007 às 5:09 pm

    Nêgo, o Fujiyama é tosco tb. Entra na categoria do Zig-Zag, “custo-custo”. E ainda assim é questionável. Outro um pouco menos tosco quanto é o Valerry. Todas as vezes que eu fui lá, a TV tava ligada a todo volume no pornô. Não é algo muito agradável quando vc tá levando aquela garota mais cheia de pudores pela primeira vez ao motel…


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