Dos que imploram por atenção

Cá reflito com minha fivela: alguém ainda cai em um e-mail spam? Até entendo os motivos de empresas picaretas e estelionatários em geral insistirem nessa forma de comunicação, pois a mesma é praticamente gratuita.

Digo praticamente, porque seja lá qual for a tranqueira a ser divulgada, existe algum custo para enviá-la: energia elétrica, mensalidade do provedor, hora na lan house, 5 reais pelo cd piratão com 450 mil endereços de e-mail, etc. Mas nada disso vem ao caso no momento.

Infelizmente, o spam já está tão incorporado ao nosso cotidiano que as pessoas nem se irritam mais quando recebem, apenas apagam as mensagens de maneira automática, independente do meio em que a mesma foi recebida: e-mail, orkut, blog ou qualquer outra ferramenta virtual em que um pilantrucho do papai ache conveniente divulgar um novo método de emagrecimento.

Procurando por um e-mail importante que achei ter deletado junto com toda a porcaria virtual, hoje acabei por reparar nos nomes de remetentes spamaníacos que estavam no limbo da lixeira de uma das minhas contas de e-mail.

Descobri então que em 12 de dezembro de 2007, Fofana Lamine, uma americana, pede que eu “veja os detalhes de sua mensagem”. Preferi não abrir, mas imaginei uma obscura branquela anglo-saxã com o corpo em formato de melancia. Imagino que Fofana buscava um amante à moda antiga, um cabra para chamar de seu, a salsicha viena que daria mais sabor à sua baguete. Educadamente, me incluí fora dessa.

Dias antes, a Central do Gado me enviou seu informativo mensal. Resolvi abrir. Soube então que havia novilhas girolando em Mococa, 30 éguas manga larga e 40 burros estavam em BH (seria uma espécie de turnê nacional?) além de 170, isso mesmo, cento e setenta vacas também girolando em Araxá. Não cliquei em nenhum link do e-mail da Central do Gado, mas prometi me informar sobre a história das giroladas. Se tiver zoofilia no meio vou descer a porrada nesse pessoal, quem eles pensam que são para me enviar esse tipo de imoralidade?!

Outro que adora me mandar coisas das quais não tenho interesse em saber é Valfredo Guida, sempre teimando em divulgar os shows de um tal Marcos Sacramento. Jamais ouvi coisa alguma de Sacramento, mas como posso confiar na produção musical de alguém que só conheço através de e-mails indesejados enviados a mim por um desconhecido com nome de artista plástico que utiliza garrafas PET em suas obras? Aposto que ele calça sandálias baixas de couro e só lava o cabelo no dia de Iemanjá.

Mas não são apenas Valfredo, Central do Gado e Fofana Lamine que gostariam de estabelecer algum tipo de contato comigo. Também recebo com frequência mensagens de Rhea Fitzgerald (parente da Ella?), Suleika Z. Machado (que no título do seu e-mail misteriosamente diz “será aprovado”), Blake Blair (ótimo nome artístico para ilusionista brega que faz show em Las Vegas) e Célia H. Gezeler (uma dessas pessoas ligadas à área de RH e ao mundo das palestras motivacionais – aposto que anda com aquele livrinho dos minutos de estupidez na bolsa).

Aliás, o mundo das pessoas envolvidas com motivação pessoal/profissional me fascina. Outro dia volto ao assunto, após tomar um ou dois comprimidos de Imosec.

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