Cresceu, parou, arerê

5,4% cresceu o PIB em 2007. A indústria automobilística – cujas vendas cresceram 22,6% em 2007 – é uma das grandes responsáveis pelo notável resultado da economia brasileira no período, até porque a boa saúde do setor puxa o crescimento de dezenas de outros segmentos, desde a própria indústria, passando pelo comércio e terminando nos serviços. E não é só isso, não mesmo: para esse nosso 2008 a previsão é de um novo estupendo resultado de vendas e veículos fabricados.

Daí que São Paulo não chegará ao final desse ano em condições de andar, vide os seguidos recordes de congestionamento que a localidade vem batendo nas últimas semanas. Outras cidades brasileiras devem seguir o exemplo em breve, já que não há no horizonte nenhuma mudança de mentalidade do consumidor, da indústria ou dos governos que sinalize a vontade de tomar um ônibus ou andar de bicicleta.

Os embates da sociedade versus a indústria do cigarro serão meras futricas de condomínio quando forem comparados com o futuro quebra-pau que necessariamente será travado contra as montadoras de automóvel e os donos do petróleo. Essa briga ainda não é muito fácil de imaginar, mas está cada vez mais próxima, pois alguns direitos primários como andar e respirar logo se tornarão tarefa complicada em qualquer grande centro urbano. E como dizer isso para meia dúzia de engravatados responsáveis por imensas parcelas dos mais variados PIBs do mundo? Ainda mais agora que os pobrinhos da América latina e o bilhãozinho de indo-chineses começaram a comprar suas carrocinhas em 154 prestações? É, a briga será feia, boba e cara de melão. Se ainda restar planeta até lá.

Enquanto isso, se na quase extinta indústria fonográfica eu trabalhasse, certamente não estaria feliz com todo esse festejo automotivo. Já imaginou quantos milhares de dinheiros a turma do disco poderia faturar entupindo o CD Player dos milhões de carros parados em congestionamentos com Ivetes originais? É de lascar.

Sobre isso, desviando um pouco, mas ainda dentro, o trailer abaixo é do documentário Quem matou o carro elétrico? (Who Killed the Electric Car? [finalmente um título traduzido de forma honesta no Brasil]). Ainda não achei nas locadoras de esquina, tentarei mais uma vez antes de baixar, digo, de…de…er, enfim, vamos assistir?

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1 Response to “Cresceu, parou, arerê”


  1. 1 Marina Santa Helena março 13, 2008 às 8:59 pm

    Não consigo ver o trailer.

    E que se foda: quero um carro.


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