Chove lá fora e aqui

Pela manhã comprei meu quarto (4º) guarda-chuva de 2008. O anterior, que ainda estava com a cobertura intacta, mas tinha um cabo que não mais recolhia, foi esquecido na casa de algum amigo.

Esse ano estou insistindo em um modelo automático de 7 reais à venda em uma lojinha de badulaques próxima do meu prédio. Cabe direitinho na mochila e quando aberto na chuva não é tão pequeno a ponto de me encharcar. Os problemas de verdade começam após…er..3 ou 4 dias de uso, quando eles costumam rasgar, enguiçar ou ter os seus frágeis bizoléios quebrados por algum acaso mundano (bizoléios são os bracinhos retráteis de aço que possibilitam ao guarda-chuva se abrir ou fechar [acabei de inventar esse nome, pensei nele porque jamais me ocorreu que aquele bracinho retrátil de aço teria algum outro nome e, mesmo que tenha, não deve ser tão legal quanto bizoléio]).

Todos sabemos que esses guarda-chuvas de hoje são fabricados lá onde quase todo os troços meia-boca do mundo – menos os computadores da Apple – são produzidos. Isso explica porque eles (os guarda-chuvas) são praticamente descartáveis, pois o seu Made in China não deixa dúvida sobre o que esperar da qualidade do apetrecho.

Mas como os chineses têm a pretensão de dominar o mundo se não conseguem protegê-lo de um simples chuvisco de maneira decente? Começo a entender os motivos da revolta tibetana. O local é o tal “teto do mundo”, imagina a merda que é morar no telhado e ser obrigado a usar guarda-chuva chinês? Taca pedra na vidraça deles, seu monge.

Se você percebeu que estou sem assunto, deixe um comentário.

Se você achou o título desse post uma droga, eu concordo.

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8 Responses to “Chove lá fora e aqui”


  1. 1 Leticia março 26, 2008 às 8:27 am

    Oi Doda
    Pq não discorre sobre a fantástica transformação dos guarda-chuvas em clipes de papel?
    Bem interessante.
    bjo procê

    Doda:já anotei a sugestão, assim que eu lembrar de não esquecer divagarei sobre :)

  2. 2 Cleu março 26, 2008 às 5:31 pm

    Uma amiga insiste que eu devo comprar guarda-chuvas do camelô (ou das lojinhas de tranqueiras, que dá na mesma). Eu digo que é questão de honra, que não é possível que não haja mais um guarda-chuva decente (que caiba na bolsa, lógico). Aí paguei entre 25 e 30 reais nos três últimos que comprei. Deu pra usar umas… er… 10 vezes cada um. O mais recente quebrou ontem.

    Sabe que eu nunca fui muito empreendedora (tenho odiado esta palavra, parece que agora virou moda todo mundo ter que ser empreendedor), nunca sonhei em ter minha própria empresa, blá, blá, blá. Mas de uns 3 anos prá cá eu sempre penso que gostaria de ter uam fábrica de bons guarda-chuvas. Eu me lembro que no bairro onde cresci tinha um “guarda-chuveiro”; sim! Assim como o sapateiro, tinha o tiozinho que CONSERTAVA guarda-chuvas! Aí ele morreu. E agora eu fico pensando que gostaria de ter minha própria fábrica, onde produziria peças leves, mas resistentes; com estampas legais e diferentosas. E eles teriam garantia de pelo menos 3 anos e eu podia ter até um serviço pago de conserto para os que estivessem fora da garantia ou ainda para os de outras marcas.

    Blogueiro sem assunto, leitora idem. Preciso lembrar de passar no camelô, porque 30 pilas pela quarta vez não é mais honra, é burrice.

    Doda: vamos começar a pensar em usar capas de chuva? elas também podem ser leves, resistentes e ter estampas legais e diferentosas.

  3. 3 Irmã março 26, 2008 às 7:48 pm

    Olha, acho incrível discorrer sobre esse assunto, por 3 motivos:
    1 – Sempre achei uó ver um homem abaixo dos 50 anos carregando consigo um guarda-chuva. Tenho preconceito, assumo: toda vez que vejo um homem de guarda-chuva penso que ele é daqueles cuja bainha da calça é virada pra dentro e costurada a mão, sabe. Bom, mas juro que meu comentário é geograficamente limitado. Reconheço que não dá pra andar sem guarda-chuva numa cidade onde você não volta em casa pra almoçar e trocar de roupa, nem pode se dar ao luxo de esperar a chuva passar pra ir pra tal lugar. É que eu tô aqui em Belém, onde a gente fica embaixo da marquise esperando a chuva passar, dá uma corridinha rápida e, pronto, chega aonde quer…
    2 – A idéia de montar uma fábrica de guarda-chuvas é ótima! Sempre acho feias as estampas que o mercado oferece. Uma vez comprei um guarda-chuva pra minha mãe num aeroporto, com a estrutura toda em alumínio, dobrável, bem resistente, daqueles que cabem na bolsa. Bem legal, agora as cores eram horrorosas.
    3 – Poxa, capa de chuva não é o máximo? Sempre pensei em popularizar o uso das capas e ninguém me ouve. Gente, capa de chuva protege de cima a baixo, é muito prática, dá pra dobrar e não é pesada. Por quê não se usa mais? Por quê só as crianças e os bombeiros podem usar capa de chuva?
    Bom, precisando.. tamos aí.

    Doda: ah, “bainha da calça” denuncia a tua idade, viu?

  4. 4 Rachel Juraski março 27, 2008 às 10:51 am

    Pior que fui lendo o texto tendo ctz q a porra do bracinho chamava mesmo ‘bizoléio’. E ainda pensava: ‘cara, onde será que o Doda encontrou esse bendito nome, será que procurou no Wikip… ah, ele inventou.’ ¬¬

  5. 5 Mari Chiari março 27, 2008 às 12:47 pm

    A vida na China deve ser mesmo um inferno. Vida de mulher então deve ser impossivel, eu diria até que elas correm risco de vida. Secador de cabelo? Se durar mais de uma semana sem soltar faísca é lucro. Esmalte? Uma porcaria, elas devem ter que pintar as unhas todos os dias. Maquiagem? dá uma coceira do caralho, é usar e sair correndo pro banheiro. Shampoo e condicionador então nem se fala. Por experiência própria, dos chineses nada que entre em contato com a pele ou seja elétrico. Ou com pilhas. Ou com bateria. Resumindo: eu me restrinjo às caixas de papelão pra arumar o armário.
    Adoro teu blog Doda, pronto, falei.
    Bêjo!

    Doda: esse post prova que existem mulheres leitoras por aqui. Valeu, Mari!

  6. 6 Irmã março 27, 2008 às 6:13 pm

    Hueheuheuhuee. Que nada, dizer “bainha” é retrô!

  7. 7 Cleu março 28, 2008 às 4:41 pm

    Doda e Irmã: eu nunca pensei em capa de chuva, não. Também acho bonito, mas sei lá. Fico com a impressão que o rosto fica muito desprotegido. E enquanto estava escrevendo me ocorreu que segura e moderna mesmo só se usar a capa junto com um destes aqui: http://chiqueirochique.com/2008/02/26/nubrella-ella-ella/


  1. 1 Um nome « Bloda - O blog do Doda Trackback em setembro 18, 2008 às 11:34 am

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