Almofada

Na sexta Ricardo saiu da empresa por volta das 19:30, pegou a namorada e foi direto para o litoral pilotando o seu Peugeot 206 ano 2002.

Era inverno, mas pouco importava. O rapaz queria apresentar pra Lorena, ali pertinho da praia, um bar ótimo que conheceu no carnaval, quando ainda não namoravam.

“Só toca samba de raiz, não é pagode não, é samba mesmo, toca até Chico”.

Ricardo caprichou no visual. Mesmo que os 19 graus do litoral não exigissem tanto preparo, esticou a gola rolê no pescoço e aproveitou para estrear a jaqueta de couro caramelo.

Pediram drinks de frutas. “A kiwirosca deles é ótima, prova amor!”.

Lorena não conhecia a maioria das músicas, mas gostou, afinal “era samba mesmo”.

Ricardo, para mostrar intimidade com o ritmo, arriscou dois refrões e, nas partes das músicas em que não sabia a letra, usava a tática de dar um beberico no drink pra disfarçar.

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2 Responses to “Almofada”


  1. 1 MartaTrama julho 8, 2008 às 1:42 pm

    “”Para que arrancar um homem a essa agradável sensação? Que tenho para lhe dar em troca?””

  2. 2 Rachel Juraski julho 16, 2008 às 11:15 pm

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

    Mimijei.


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