E mais

É um povo orgulhoso da sua sociabilidade, ufanado pela sua informalidade, inebriado com seu proclamado “jeitinho”.

Mas palavrão não pode. Na TV o policial americano troca o fuck por “droga”. A merda vira titica, o filho da puta, esse mágico, transforma-se em “da mãe”.

E no pequeno teatro lá em Belém do Pará, um dos momentos de clímax da comédia protagonizada pelas três velhinhas era o “porra, não fode” pronunciado por uma delas.

Enquanto a exploração do “chamar nome” for atrativo para o entretenimento das massas esse país não pode se declarar informal.

Na noite em que Regina mandar Fagundes à merda depois do Jornal Nacional e complementar dizendo que o galã é um escroto do caralho, talvez os Dantas corram algum risco de extinção nesta república.

Mas sério, ainda está longe.

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