Época da camisa pra dentro

No último grande festejo de aniversário que promovi, aos 16 anos, no salão do prédio de uma tia e com DJ profissional de poperô contratado por uns 100 valiosos reais da época, ganhei de presente 7 Styletto e uns 4 Quasar, perfumes Boticário que não sei se ainda existem.

Eu não tinha namorada e o principal (e fracassado) objetivo da festa era justamente me arrumar uma barra que fosse de um rabo de saia qualquer, mas pelo elevado número de au de parfum que recebi, o mundo passava o claro recado de que, antes de ter uma mulher para amasso constante, eu precisava exalar sucesso (isso provavelmente incluía jamais realizar outro aniversário em salão de prédio).

As lições retiradas deste episódio me foram úteis em variados momentos mais à frente, como por exemplo, quando um vereador da minha cidade passou a me seguir no twitter e eu o chamei de feio. Ele disse que eu estava no meu direito e que ele não tentaria mais ser meu amigo.

Se eu não estivesse perfumado não teria coragem de rejeitar a amizade com este representante do povo, pois minha auto-estima em baixa consideraria que pra fedido qualquer aproximação cheira bem.

Ou seja, quem tem muito amigo é meio azedo e talvez ainda faça festa em salão de prédio, mas posso ter entendido errado e não ser bem isso.

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